Preconceito contra Povos Indígenas no Brasil
Um estudo no Acre e Sergipe
Palavras-chave:
Preconceito, Brasil, Povos Indígenas, Posição Política, Contato IntergrupalResumo
O preconceito é uma realidade cada dia mais estruturante da sociedade brasileira. Diversos grupos são atingidos por atitudes preconceituosas no dia a dia. Mas nenhum deles sofre preconceito há mais tempo no Brasil que os povos indígenas. Embora a inferiorização desses povos originários marque nossa história desde o seu início, tem eclodido, nos últimos anos, nas mídias sociais, diversas e renovadas práticas de violência, alimentadas por caraterísticas tecnológicas desses dispositivos e por conjunturas políticas relativas à organização e empoderamento de setores mais conservadores e reacionários da sociedade. Neste artigo apresentaremos dados comparativos sobre preconceito contra povos indígenas de dois Estados, o que possuí a maior proporção de indígenas (Acre) e o que possuí a menor proporção populacional no Brasil (Sergipe). A pesquisa foi realizada com 116 participantes, sendo estes 50 residentes no Acre e 66, em Sergipe. A idade média foi de 27,2 anos (DP = 9,33). Para análise do preconceito foram utilizados três indicadores: distância social, sentimentos/emoções intergrupais e crenças negativas sobre os indígenas. Os resultados gerais dos instrumentos expressam a ausência de preconceito explícito. Porém, ao inserir as variáveis de contato intergrupal e posicionamento político foi detectada diferença entre os grupos. Utilizam-se teorias psicossociais sobre formas abertas e veladas de preconceito para discussão dos resultados.
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