O Impacto da Masculinidade Hegemônica no Comportamento de Homens no Trânsito

Autori

  • Walter Aristóteles Oliveira Miez
  • Gislaine Leoncio Motti
  • Ingrid Faria Gianordoli-Nascimento

Parole chiave:

Heteronormatividade, masculinidade, agressividade, trânsito, saúde pública

Abstract

O trabalho utiliza a pesquisa bibliográfica para investigar se a literatura traz dados que levam a afirmar que homens são mais predispostos à agressividade no trânsito pelo impacto da heteronormatividade e da masculinidade hegemônica em sua subjetividade. A partir da análise do processo de masculinização de homens e sua relação com a agressividade, e da caracterização da relação entre comportamento agressivo no trânsito e o gênero masculino, atingiu-se o objetivo do trabalho. Conclui-se que a heteronormatividade sustenta o ideal de masculinidade hegemônica que norteia a socialização de homens. Essas influências estruturais impactam a formação de sua subjetividade, os conduz a uma noção estereotipada de sua identidade de gênero e os faz mais suscetíveis a comportamentos agressivos no trânsito.

Riferimenti bibliografici

Alencar, V. L. O. (2020). Estresse de minoria em narrativas de vida de homens gays no YouTube. Revista Brasileira de Estudos da Homocultura, 3(11), 101-118.

Baydoun, M. (2020). Não sou nem curto afeminados: Reflexões viadas sobre a efeminofobia nos Apps de pegação. Salvador: Editoria Devires.

Bourdieu, P. (2002). A dominação masculina. 2.ed. Trad. de Maria Helena Kühner. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil2.

Butler, J. (2003). Problemas de gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Cadilhe, A. J. (2022). Masculinidades em performance. Suleando conceitos e linguagens: decolonialidades e epistemologias outras. Campinas, SP: Pontes Editores. 239-244.

Camino, L. & Ismael, E. (2004). A Psicologia Social e seu papel ambíguo no estudo da violência e dos processos de exclusão social. In L. de Souza & Z. Araújo (Eds.), Violência e práticas de exclusão. São Paulo: Casa do Psicólogo, p. 43-56.

Carvalho, M. R. A. (2015). Sexo, gênero e comportamento no trânsito. Dissertação de mestrado (Ciências Humanas, Letras e Arte da Universidade Federal do Paraná), UFPA. Curitiba, Paraná.

Dias, J. G., Mendonça, C. M. C., & Medeiros, E. S. (2021). Mosaico da viadagem: disputas e conflitos em torno de uma textualidade performático-midiática. Esferas, (20), 45-62. doi: 10.31501/esf.v0i20.12368

Dotta, A. (2000). O condutor defensivo: teoria e prática. 2. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto.

Instituto Brasileiro De Geografia E Estatística – IBGE. (2016). Tábua completa de mortalidade para o Brasil.

Juliano, P. B. R. (2020). Ei, você aí macho discreto, chega mais, cola aqui, vamos bater um papo reto: Tratando de masculinidades e vivências negras. Revista Epistemologias do Sul, 4(1), 132-143.

Lattanzio, F. F. (2011). O lugar do gênero na psicanálise: da metapsicologia às novas formas de subjetivação. Dissertação de mestrado (Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais), UFMG. Belo Horizonte, Minas Gerais.

Lotti, P. (2022). Homofobia. Dicionário jurídico do gênero e da sexualidade. Orgs. Nicoli, P. A. G., Ramos, M. M., Valentin, M. R. São Paulo: Editora Devires.

Louro, G. (2000). Corpo, escola e identidade. Educação & Realidade, Porto Alegre, 25(2), pp. 59-76.

Maheirie, K. (2002). Constituição do sujeito, subjetividade e identidade. Interações, 13, p. 31-44.

Minayo, M. C. S. (2005). Laços perigosos entre machismo e violência. Ciência & Saúde Coletiva, 10(1), pp. 23-26.

Pereira, E. G. B. & Brito, L. T. (2018). Meninos de verdade: discursos de masculinidades na educação física infantil. In: M. Caetano & P. M. S. Junior (Org.) De guri a cabra-macho: masculinidades no Brasil. Rio de Janeiro: Lamparina, pp. 212-227.

Mazzaro, D. (2020). Sexualidades decoloniais: a latino-americanização dos estudos queer. In: Mendonça e Silva, C. A. (org.). América Latina e língua espanhola: discussões decoloniais. Campinas: Pontes.

Mazzaro, D. (2022). Colonialidade de gênero. Suleando conceitos e linguagens: decolonialidades e epistemologias outras. Campinas, SP: Pontes Editores.

Nascimento, A. R. A. & Gianordoli-Nascimento, I. F. (2012). Relações de Gênero. In: Deslandes, K.; Lourenço, E. (Org.). Por uma cultura dos Direitos Humanos na Escola: princípios, meios e fins. 1ed. Belo Horizonte: Fino Traço, pp. 91-102.

Neto, O. C. (1994). O trabalho de campo como descoberta e criação. In: Minayo, M. C. S (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis - Rio de Janeiro: Vozes, p. 51-66.

Oliveira, M. R. G. (2018). Seguindo os passos “delicados” de gays afeminados, viados e bichas pretas no Brasil. In: M. Caetano & P. M. S. Junior (Org.) De guri a cabra-macho: masculinidades no Brasil. Rio de Janeiro: Lamparina, pp. 127-145.

Oliveira, M. S. B. D., Myskiw, M., & Silveira, R. D. (2020). Estudo etnográfico no lazer do jiu-jitsu ao meio dia: uma confraria de homens e suas masculinidades. Revista brasileira de estudos do lazer. Belo Horizonte. 7, 3, p. 25-44.

Oliveira, Y. M., & Camargo, K. A. (2021). Pedagogias da masculinidade: Gênero e violência na modernidade-colonial Pedagogies of masculinity: Gender and violence in colonial modernity. Brazilian Journal of Development, 7(12), 117171-117187.

Rizzini, I.; Castro, M. R.; Sartor, C. D. (1990). Pesquisando...: guia de metodologia de pesquisa para programas sociais. Rio de Janeiro: USU Ed. Universitária.

Scott, J. (1990). Gênero: Uma Categoria Útil para a Análise Histórica. Traduzido pela SOS: Corpo e Cidadania. Recife.

Silva, S. G. (2000). Masculinidade na história: a construção cultural da diferença entre os sexos. Psicologia: Ciência e Profissão, 20(3), 8-15. doi: 10.1590/S1414-98932000000300003

Silva, D. C. P. (2020). Materialização discursiva da cis-heteronormatividade em perspectiva escalar: contribuições para a Linguística Queer. Cadernos de Linguagem e Sociedade, 21, 2, p. 280-306.

Tebaldi, E. & Ferreira, V. (2004). Comportamento no trânsito e causas da agressividade. Revista de Psicologia da UnC, 2(1), p. 15-22, 2004.

Trindade, Z. A. & Nascimento, A. R. A. (2004). O homossexual e a homofobia na construção da masculinidade hegemônica. Em L. Souza & Z. A. Trindade (Org.). Violência e exclusão: convivendo com paradoxos. São Paulo: Casa do Psicólogo, pp. 146-162.

Toneli, M. J. F. & Becker, S. (2010). A violência normativa e os processos de subjetivação: contribuições para o debate a partir de Judith Butler. In: Fazendo Gênero 9: Diásporas, Diversidades, Deslocamentos, 9. Florianópolis. Anais. Florianópolis: UFSC, p. 1-8.

Trindade, Z. A. & Nascimento, A. R. A. (2004). O homossexual e a homofobia na construção da masculinidade hegemônica. Em L. Souza & Z. A. Trindade (Org.). Violência e exclusão: convivendo com paradoxos. São Paulo: Casa do Psicólogo, p. 146-162.

Pubblicato

2025-07-13

Come citare

Miez, W. A. O., Motti, G. L., & Gianordoli-Nascimento, I. F. (2025). O Impacto da Masculinidade Hegemônica no Comportamento de Homens no Trânsito. Psicologia E Saber Social, 14, 134–154. Recuperato da https://www.e-publicacoes.uerj.br/psi-sabersocial/article/view/92888

Fascicolo

Sezione

Artigos