COVID 19: O ESTIGMA COMO HERANÇA PSICOSSOCIAL

Autores

  • Reivani Chisté Zanotelli Buscacio
  • Thais Menezes dos Santos
  • Djalma Lobato Dias
  • Júlia Fróes Leal Py

DOI:

https://doi.org/10.12957/polemica.2023.99019

Resumo

Resumo: A temática do estigma social tem sido objeto de estudo de diversos campos do saber, tais como a Psicologia, a Sociologia e a Antropologia, cada um com perspectivas diferentes, e a ela são associados os conceitos do preconceito e da discriminação. Ao longo dos séculos, o estigma foi utilizado na segregação de pessoas que tinham ou têm algum tipo de doença, seja física ou mental. Dessa forma, o objetivo deste estudo é, a partir do conceito de estigma social, buscar paralelos entre a vivência cotidiana recente do COVID-19 e outras epidemias ou pandemias relatadas historicamente. Assim, faremos uma reflexão sobre o processo de construção do estigma social e suas possíveis consequências, como a discriminação, à luz de alguns trabalhos sobre o estigma, a começar pela obra seminal de Goffman (1980) e de Allport (1954) sobre os conceitos de preconceito e discriminação. Revisitamos artigos que sinalizam a relação de algumas doenças, tal como a gripe espanhola, a tuberculose, a hanseníase, o HIV/AIDS e a doença falciforme, como um elemento propulsor na construção dos estigmas sociais associados a doenças graves e/ou epidêmicas. Apresentaremos algumas observações acerca da tendência social na produção de estigmas, tendo como base o histórico pandêmico dos eventos acima citados e possíveis implicações sociais ocasionadas pelo novo coronavírus.

Palavras-chave: Estigma social. COVID-19. Distanciamento social. Pandemia.

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Publicado

2026-05-27

Como Citar

Chisté Zanotelli Buscacio, R., Menezes dos Santos, T., Lobato Dias, D., & Fróes Leal Py, J. (2026). COVID 19: O ESTIGMA COMO HERANÇA PSICOSSOCIAL. POLÊM!CA, 23(3), 023–045. https://doi.org/10.12957/polemica.2023.99019

Edição

Seção

CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS E QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS