INTERFACES ENTRE A CULTURA DO ESTUPRO E A TEORIA DA CRENÇA NO MUNDO JUSTO
DOI:
https://doi.org/10.12957/polemica.2023.95375Resumo
Resumo: Os índices sobre a quantidade de mulheres vítimas de estupro, no Brasil, são aterrorizantes. De acordo com o mapa da violência de 2025, todos os dias 196 mulheres são vítimas desse crime (BRASIL, 2025). A repercussão desse tipo de violência, como ocorreu em 2016 com uma jovem de 16 anos, vítima de um estupro coletivo no Morro São José Operário, na Praça Seca, Rio de Janeiro (RJ), só mostram o quanto o processo de revitimização dessas mulheres, infeliz marca cultural, se torna cada vez mais extenso com o advento das redes sociais. Este trabalho, de cunho ensaístico e teórico, tem como objetivo investigar as interfaces entre a cultura do estupro e a Teoria da Crença no Mundo Justo (CMJ). Parte-se do pressuposto que essa teoria — que prega que as pessoas agem como se o mundo fosse um lugar justo e controlável, ainda que inconscientemente, para suportar a imprevisibilidade da vida —, articulada com um sistema patriarcal, justifica essa revitimização que ocorre com mulheres violentadas sexualmente.
Palavras-Chave: Cultura do estupro. Crença no mundo justo. Patriarcado.
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