A Musa instável: o antipoético, o hibridismo e a lírica deselegante de Gonçalo M. Tavares
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.96700Palabras clave:
Gonçalo M. Tavares, gêneros literários, contemporaneidade.Resumen
Tendo em vista que a literatura contemporânea refuta os preceitos mais tradicionais dos gêneros literários, comportando-se com base no ecletismo e na instabilidade estético-formal, buscamos neste artigo analisar uma das obras mais emblemáticas de Gonçalo M. Tavares, O homem ou é tonto ou é mulher (2002). Esta vai na contramão da configuração clássica do texto literário ao abrigar o afrontamento, ao mesmo tempo que se mostra uma composição antipoética atravessada por cruzamentos de modalidades outrora estáveis: o lírico, o dramático e o narrativo. Ao longo deste trabalho, colocaremos em discussão pensadores e críticos que atravessam séculos de debate, os quais vão do classicismo e do neoclassicismo à modernidade e à contemporaneidade, para que, em seguida, possamos analisar com maior profundidade o texto literário enfatizado.
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