Mrs. Woolf and Mrs. Morrison: das possibilidades de um modernismo inacabado e espiralar a partir de autorias femininas
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.96167Palavras-chave:
Virginia Woolf, Toni Morrison, modernismo, realismo mágico, tempo espiralar.Resumo
O artigo investiga as convergências entre Virginia Woolf e Toni Morrison para pensar como escritoras em contextos de opressão mobilizam a ficção como espaço de ressignificação epistemológica e ontológica. Ao aproximar as personagens Mrs. Brown (“Mr. Bennet and Mrs. Brown”), Judith Shakespeare (A room of one’s own) e Beloved (Beloved), o texto argumenta que ambas as autoras desestabilizam categorias ocidentais de verdade, fato e realidade, produzindo narrativas que operam na fratura, na incompletude e na potência do não realizado. Assim, constroem mundos literários que desafiam paradigmas patriarcais e coloniais, reinscrevendo subjetividades femininas e racializadas em temporalidades e cosmologias alternativas, abrindo caminhos para imaginar outras existências possíveis.
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