Justiça e liberdade: uma poética de resistência em Sophia de Mello Breyner Andresen
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.93225Palabras clave:
lírica, Sophia de Mello Breyner Andresen, Theodor Adorno, resistência.Resumen
Este estudo analisa a dimensão social da lírica na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, fundamentando-se na Teoria Estética de Theodor W. Adorno. Busca-se compreender como a poesia articula-se como gesto de resistência à alienação social. Para atingir o objetivo, propomos uma análise do poema “25 de Abril”, escrito no contexto da Revolução dos Cravos (1974). Observamos que a lírica andreseniana condensa a experiência histórica da transição da ditadura salazarista para a democracia. A poesia de Andresen configura-se como um ato ético e estético, aludindo à justiça e à liberdade por meio da palavra. Concluímos que a poesia, ao articular o singular e o universal, opõe-se à opressão social, constituindo-se como um discurso de resistência.
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