Sobre o compromisso de não morrer, sobretudo não morrer discretamente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.85433

Palavras-chave:

poesia negra, resistência, negritude, Ricardo Aleixo.

Resumo

A poesia de Ricardo Aleixo é estudada neste trabalho à luz dos poemas “Rondó da ronda noturna” (2001) e “Na noite calunga do bairro Cabula” (2018). O objetivo é analisar como essas obras rejeitam estereótipos impostos aos negros e inscrevem uma versão crítica e afirmativa de sua presença. Nessa toada, a análise é profundamente influenciada por teóricos como Achille Mbembe (2014) e Frantz Fanon (1968; 2020). A metodologia inclui análise textual e contextual da poesia, destacando seus temas e estruturas. Dessa forma, este estudo aponta para a capacidade da poesia de Aleixo em criar um espaço de resistência ativa e transformação social, simbolizado pelo renascimento contínuo e pela subversão de imagens de morte em uma maternidade protetora.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Edinan Damasceno Carvalho, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Graduado em Letras - Habilitação em Língua Portuguesa e Literatura (2022) pela Universidade do Estado da Bahia -UNEB Campus XVI Irecê. Bolsista CNPq e pesquisador do grupo de pesquisa Aláfia (CNPq). Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAFIN). E-mail: damascenoedinan@outlook.com

Joabson Lima Figueiredo, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Professor adjunto da Universidade do Estado da Bahia –UNEB. Docente permanente do PPGEAFIN –UNEB. Líder do grupo de pesquisa Aláfia –UNEB. Docenteda EaD/UNEB. Graduado em Letras -Habilitação em Língua Portuguesa e Literatura (2022) pela Universidade do Estado da Bahia -UNEB Campus XVI Irecê. Pesquisador do grupo de pesquisa Aláfia (CNPq).

Referências

ALEIXO, Ricardo. Pesado demais para a ventania: antologia poética. São Paulo: Todavia, 2018.

ALEIXO, Ricardo. Ricardo Aleixo: encontros. Organização: Telma Scherer. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2017.

ALEIXO, Ricardo. Trívio poemas. Minas Gerais: Scriptum Livros, 2001.

ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.

CARVALHO, Edinan Damasceno; FIGUEIREDO, Joabson Lima. Leituras marginais sobre o cenário pandêmico em terras colonizadas. Miguilim – Revista Eletrônica do Netlli, Crato, v. 9, n. 3, p. 319-330, 2020. Disponível em: http://periodicos.urca.br/ojs/index.php/MigREN/article/view/2469/pdf. Acesso em: 05 jul. 2021.

FAUSTINO, Deivison Mendes. A disputa em torno de Frantz Fanon: a teoria e a política dos fanonismos contemporâneos. São Paulo: Intermeios, 2020.

FRANTZ, Fanon. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1968.

GROSFOGUEL, Ramón. “Para uma visão decolonial da crise civilizatória e dos paradigmas da esquerda ocidentalizada”. In: BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONATO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón (Org.). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2018. p. 33-52.

KIFFER, Ana. Do desejo e devir – as mulheres e o escrever. São Paulo: Lumme Editor, 2019.

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Lisboa: Antígona, 2014.

MARTINS, Aulus Mandagará. O silêncio que nos ronda: poesia e política em dois poemas de Ricardo Aleixo. Nau Literária: crítica e teoria da literatura em língua portuguesa, Rio Grande do Sul, vol. 14, n. 2, p. 61-71, 2018. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/NauLiteraria/article/view/77657/50933. Acesso em: 12 jul. 2021.

NASCIMENTO, Gabriel. Racismo linguístico: os subterrâneos da linguagem e do racismo. Belo Horizonte: Letramento, 2019.

PEREIRA, Edimilson de Almeida. “Pulsações da poesia brasileira contemporânea: o Grupo Quilombhoje e a vertente afro-brasileira”. In: Almeida, Edimilson de Almeida Pereira. Um tigre na floresta de signos: estudos sobre poesia e demandas sociais no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2010. p. 329-355.

QUIJANO, Aníbal. “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina”. In: LANDER, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 117-142.

REAJA TV. Notícias de uma Tragédia Racial Subnotificada - Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto. YouTube. 4 abril 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=umuBI3hBnQA&t=9s. Acesso em: 27 jul. 2021.

TSVETAIEVA, Marina. O poeta e o tempo. Trad. Fernando Pinto do Amaral. Cadernos de Leitura, Belo Horizonte, n. 66, p. 1-23, 2017. Disponível em: https://chaodafeira.com/wp-content/uploads/2017/06/cad66.pdf. Acesso em: 13 maio 2021.

FREITAS, Juliana V. “M. Poesia e resistência: Impossível como nunca ter tido um rosto”. In: Anais eletrônicos do XV Congresso Internacional da ABRALIC. Rio de Janeiro, 2017. p. 6335-6343. Disponível em: https://abralic.org.br/anais/arquivos/2017_1522175430.pdf. Acesso em: 21 maio 2021.

Downloads

Publicado

2026-02-03

Como Citar

DAMASCENO CARVALHO, Edinan; LIMA FIGUEIREDO, Joabson. Sobre o compromisso de não morrer, sobretudo não morrer discretamente. Palimpsesto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, v. 25, n. 50, p. 189–206, 2026. DOI: 10.12957/palimpsesto.2026.85433. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/palimpsesto/article/view/85433. Acesso em: 4 fev. 2026.

Edição

Seção

Estudos de Literatura (Tema livre)