Memórias, metáforas e labirintos: um aceno à Curitiba de Dalton Trevisan
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.83430Palavras-chave:
Dalton Trevisan, Curitiba, flanêur.Resumo
Estas breves linhas discutem o espaço urbano de Curitiba, seus símbolos e imagens que ratificam conceitos como “cidade modelo” e “joia rara”. Esses conceitos serão contestados pelas narrativas de Dalton Trevisan, que apresentam uma Curitiba sem pinheiros, flores ou monumentos, pois sua intenção é apresentar uma Curitiba marginal e distópica, povoada por pobres, andarilhos, prostitutas, loucos, homens reais, marcados pela fome, dor e angústia. Trevisan contempla o homem esfacelado, apresentando-o de forma fragmentada e marginal. Essas ideias aparecem em várias de suas obras, mostrando que a cidade possui dois lados: o centro e a margem e que da margem ecoa o canto de lamentação da sua Curitiba de antanho. Destarte, apresentamos neste artigo a análise do conto “Uma negrinha acenando”, que possibilita a visualização de um espaço urbano despudorado, contrastante e em ruínas.
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