O rap nacional e os intercessores

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DOI:

https://doi.org/10.12957/matraga.2026.97761

Palavras-chave:

Rap, canção, nação, direitos

Resumo

Este texto investiga estratégias usadas por rappers brasileiros entre 1993 e 2021 para entrar e sair dos circuitos da tradição da canção no Brasil. Em produções musicais e audiovisuais, entrevistas e imagens, Racionais MC’s, Emicida, Hot e Oreia e Djonga usam a linguagem transatlântica do hip-hop para escapar dos limites rígidos das fronteiras nacionais e dos discursos fixos e normativos do nacionalismo sobre a legítima cultura nacional. Ao mesmo tempo, inscrevendo-se dentro desses mesmos circuitos, passam a ocupar um lugar de prestígio e centralidade, a partir de onde propõem novos entendimentos e novas práticas políticas, oferecem comentários sobre o estado da nação a partir de uma perspectiva negra e periférica, comentários que, potencialmente, serão ouvidos por todos, em rede nacional.

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Biografia do Autor

Daniela Silva de Freitas, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG)

Professora de literaturas de língua inglesa na Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Sua pesquisa se volta para a literatura contemporânea, com interesse especial pelos debates acer-ca das questões de nação, raça, gênero, e suas relações com transformações nas formas e práticas literárias.

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Publicado

2026-09-20

Como Citar

SILVA DE FREITAS, Daniela. O rap nacional e os intercessores. Matraga - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, v. 33, n. 69, p. 485–498, 2026. DOI: 10.12957/matraga.2026.97761. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/matraga/article/view/97761. Acesso em: 21 set. 2026.

Edição

Seção

Estudos Literários