O rap nacional e os intercessores
DOI:
https://doi.org/10.12957/matraga.2026.97761Palavras-chave:
Rap, canção, nação, direitosResumo
Este texto investiga estratégias usadas por rappers brasileiros entre 1993 e 2021 para entrar e sair dos circuitos da tradição da canção no Brasil. Em produções musicais e audiovisuais, entrevistas e imagens, Racionais MC’s, Emicida, Hot e Oreia e Djonga usam a linguagem transatlântica do hip-hop para escapar dos limites rígidos das fronteiras nacionais e dos discursos fixos e normativos do nacionalismo sobre a legítima cultura nacional. Ao mesmo tempo, inscrevendo-se dentro desses mesmos circuitos, passam a ocupar um lugar de prestígio e centralidade, a partir de onde propõem novos entendimentos e novas práticas políticas, oferecem comentários sobre o estado da nação a partir de uma perspectiva negra e periférica, comentários que, potencialmente, serão ouvidos por todos, em rede nacional.
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