“Nature” According to Emily Dickinson: Seeking Alternative Meanings to Mitigate the Climate Crisis
DOI:
https://doi.org/10.12957/matraga.2026.96111Palavras-chave:
Ecocrítica, Emily Dickinson, Natureza, Crise ClimáticaResumo
“NATUREZA” DE ACORDO COM EMILY DICKINSON: EM BUSCA DE SIGNIFICADOS ALTERNATIVOS PARA MITIGAR A CRISE CLIMÁTICA
A crise climática, provocada por ações humanas, tem como suas causas principais o aquecimento global devido a emissões de gases do efeito estufa e a degradação do ambiente em nome do progresso. Ondas de calor, furacões, enchentes, incêndios florestais, entre outros desastres, estão ficando mais comuns e, provavelmente, farão parte da rotina no futuro próximo. Acreditando que os estudos literários podem e devem agir para mitigar a crise, esse artigo propõe uma leitura ecocrítica de dois poemas de Emily Dickinson que tratam da “natureza” e podem tanto ajudar-nos a repensar os significados que construímos ao longo do tempo quanto a agir para mudar nosso meio de vida: “Nature – the Gentlest Mother is,” (Fr741), potencializada pelas ideias de Krenak (2019) sobre natureza, e “‘Nature’ is what We see –” (Fr721), acompanhada da teoria PAN e DIM de Murphy (2019). Os poemas nos permitem desafiar a premissa de que a natureza é sempre uma mãe gentil e carinhosa e questionar se a natureza pode ser compreendida em sua plenitude, o que constrói significados alternativos para um termo que se pensava estável e fixo. Embasando-se na proposta ecocrítica de Martin Puchner (2022), deve-se reler textos mais antigos e entender que eles são, ao mesmo tempo, cúmplices da crise e fontes de produção de conhecimento que podem reformular nossas crenças. Isso pode levar a entender a “natureza” de múltiplas maneiras e provocar mudanças em práticas das nossas vidas que contribuem para agravar a crise climática, bem como nos encorajar a agir.
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