Meme, do viral ao mental: uma abordagem cognitiva
DOI:
https://doi.org/10.12957/matraga.2026.92640Palavras-chave:
Meme, Semântica de frames, Teoria da Metáfora ConceptualResumo
O entendimento do conceito de meme vem se mostrando cada vez mais relevante para compreendermos as dinâmicas comunicativas digitais. A partir de uma análise linguística baseada em frames (Fillmore; Baker, 2010) e na Teoria da Metáfora Conceptual (Lakoff; Johnson, 1980), foi empreendida a análise de 13 definições de meme propostas por três comunicólogos da área (Dawkins, 1976; Jenkins, 2009a; Chagas, 2021), com o objetivo de compreender como meme vem sendo conceptualizado por especialistas no assunto. O primeiro autor figura aí por ter sido aquele que cunhou o termo “meme”. Jenkins (2009) por ser um conhecido interlocutor de Dawkins (1976). E o pesquisador brasileiro Chagas (2021) por ter feito detalhada revisão de literatura sobre o tema. Os achados apontam para um enquadre de meme que tende a observá-lo como um objeto biológico, mercadológico e de diversas outras naturezas, cuja manipulação discursiva requer letramentos e maior consciência.
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