Gênero e formação docente na perspectiva da complexidade: caminhos para uma educação integradora e (trans)formadora
DOI:
https://doi.org/10.12957/matraga.2026.92616Palavras-chave:
Gênero, Formação docente, Epistemologia da Complexidade, Auto-heteroeco(trans) formação, Educação integradoraResumo
Este artigo analisa criticamente as abordagens de gênero na formação docente, à luz da Epistemologia da Complexidade (Morin, 2015; Freire; Petraglia, 2023), em uma pesquisa qualitativa e bibliográfica (Minayo, 2011), ancorada na Linguística Aplicada Indisciplinar (Moita Lopes, 2009). Fundamentado em autoras e autores como Freire (2009), Freire e Leffa (2013), Lauretis (1994), Beauvoir (2009) e Araújo (2022), o estudo defende práticas formativas que superem visões fragmentadas e tecnicistas, promovendo a religação entre saberes, afetos e subjetividades. Outrossim, propõe-se a ampliar o conceito de auto-heteroecoformação para auto-heteroeco(trans)formação, entendendo a docência como prática ética, política e transgressora. Por fim, a discussão evidencia a urgência de transversalizar as discussões de gênero nos currículos formativos, contribuindo para uma educação crítica, plural e socialmente justa, voltada à construção de uma cidadania planetária.
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