Volpone’s queer interlude: Ben Jonson as a rewriter of Lucian of Samosata’s work

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/matraga.2025.90784

Palavras-chave:

Ben Jonson, Teoria Queer, Apropriação, Estudos acerca do Início da Modernidade

Resumo

This paper intends to consider Ben Jonson’s (1572-1637) position as an adaptor or appropriator of the Classics, situating his practice in the context of early modern theatre and its production, as well as looking more closely at Act 1, Scene 2 of Volpone, or The Fox (1606) as a case study. To do that, it will make use of Queer Theory (Butler, 2007 [1990]; Carroll, 2012; Sullivan; 2003), considering non-conforming characters and/or situations, as established by the cis-heterosexual matrix; Early Modern Studies (Bentley, 1971; Orgel, 1991; Masten, 1997; Smith, 2022), delineating the different understanding of authorship during the period, compared to today’s; Translation Studies (Lefevere, 2016 [1992]), considering the creation of an image of a given author in a given polysystem; and Adaptation/Appropriation Studies (Hutcheon; O’Flynn, 2012; Sanders, 2022), contrasting the fields’ current understanding of adaptation and appropriation and, consequently, of authorship, and the early modern period’s. Act 1, Scene 2 of Volpone features an interlude by the main character’s so-called “bastard children” — Androgyno, Castrone and Nano — and is a scene that is commonly cut from recent productions of the play. This paper intends to underscore this scene’s queerness, both in and of itself, but also in Jonson’s practice as a rewriter, questioning whether he adapted or appropriated Lucian of Samosata’s work in 1.2 of the play.

O INTERLÚDIO QUEER DE VOLPONE: BEN JONSON COMO UM REESCRITOR DA OBRA DE LUCIANO DE SAMÓSATA

Este artigo busca considerar a posição de Ben Jonson (1572-1637) como adaptador ou apropriador dos clássicos greco-latinos, situando a sua prática no contexto do teatro do início da modernidade e de sua obra, assim como analisar mais detidamente o Ato 1, Cena 2 de Volpone, or The Fox (1606) como um estudo de caso. Para tanto, o artigo fará uso da Teoria Queer (Butler, 2007 [1990]; Carroll, 2012; Sullivan; 2003), considerando personagens e/ou situações não-normativas, perante uma matriz cisheteronormativa; os Estudos acerca do Início da Modernidade Inglesa (Bentley, 1971; Orgel, 1991; Masten, 1997; Smith, 2022), delineando o diferente entendimento de autoria durante o período, em comparação ao corrente; os Estudos da Tradução (Lefevere, 2016 [1992]), considerando a criação de imagem de um dado autor num dado polissistema; e os Estudos da Adaptação/Apropriação (Hutcheon; O’Flynn, 2012; Sanders, 2022), contrastando o atual entendimento dos campos acerca de adaptação e apropriação e, consequentemente, de autoria, ao do início da modernidade. O Ato 1, Cena 2 de Volpone, or The Fox conta com o interlúdio dos “filhos bastardos” do personagem principal — Androgyno, Castrone e Nano — e é uma cena comumente cortada de encenações contemporâneas da peça. Este estudo busca ressaltar a queerness dessa cena, tanto constante nela mesma, quanto também aquela produzida por meio da prática de Jonson como um reescritor, questionando se ele adaptou ou se apropriou da obra de Luciano de Samósata em 1.2 da peça.

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Original em inglês.

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Biografia do Autor

Amanda Fiorani Barreto, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Doutoranda (2024-2028) do Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem da PUC-

-Rio, com bolsa CNPq. Por meio de bolsa PDSE, passará nove meses estudando na Universidade de Edimburgo (2025-2026). A sua pesquisa em andamento busca explorar queerness nas peças de Ben Jonson (1572-1637). Concluiu o seu mestrado (2020-2022) também na PUC-Rio, na linha de pesquisa Linguagem, Sentido e Tradução, com bolsa de fomento FAPERJ 10. A sua dis- sertação tratou da obra de Ben Jonson no sistema literário e cultural brasileiro, contemplando as traduções, adaptações, encenações e apropriações de seus textos para o português brasileiro, com destaque para as únicas obras do dramaturgo publicadas em território nacional. Previa- mente, formou-se em Licenciatura Português-Inglês e Tradução Inglês-Português (2013-2019), também pela PUC-Rio. Fez intercâmbio acadêmico de um ano na Universidade de Warwick (2017-2018), no qual enfocou ainda mais no teatro das eras elisabetana e jacobina. As suas áreas de interesse são Literatura, Teatro inglês do Início da Modernidade e Tradução.

Leonardo Bérenger Alves Carneiro, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Professor do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), onde atua na Graduação e no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Lin- guagem (PPGEL), no âmbito da Linha de Pesquisa “Linguagem, Sentido e Tradução”. Exerce também a função de Diretor Brasileiro do Instituto Confucius da PUC-Rio. Doutor (UFRJ) em Letras, desenvolve pesquisa no campo dos Estudos Shakespearianos, em diálogo com os Estudos de Tradução e as Teorias Queer. É membro da International Shakespeare Association (Shakespeare Institute/Universidade de Birmingham), coordena o Grupo de Pesquisa (GrPesq) “Por uma historiografia das traduções e adaptações do cânone shakespeariano”, além de integrar o GrPesq “Shakespeare e as modernidades” e o GT da Anpoll “Dramaturgia e Teatro”. Vem pu- blicando capítulos e artigos geralmente focados na dramaturgia shakespeariana e seus diálogos com as Teorias Queer, da Tradução e da Adaptação. Afiliado: PPGEL/PUC-Rio

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Publicado

2025-09-11

Como Citar

FIORANI BARRETO, Amanda; BÉRENGER ALVES CARNEIRO, Leonardo. Volpone’s queer interlude: Ben Jonson as a rewriter of Lucian of Samosata’s work. Matraga - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, v. 32, n. 66, p. 463–475, 2025. DOI: 10.12957/matraga.2025.90784. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/matraga/article/view/90784. Acesso em: 4 fev. 2026.