Marcas da cidade
Corpo, memória e identidade em Rio, eu tatuo
DOI:
https://doi.org/10.12957/logos.2025.93840Resumo
Propõe-se uma discussão sobre o projeto Rio, eu tatuo (2016), da fotógrafa Julia Assis, que registrou tatuagens de símbolos cariocas em corpos jovens, articulando memória, identidade e cidade. O objetivo é compreender como essas inscrições corporais operam como narrativas identitárias e, ao mesmo tempo, reforçam a “Marca Rio” na lógica da cidade mercadoria. O percurso metodológico combina a análise discursiva de Orlandi (1999), que trata os objetos como produtores de sentido, com a proposta de redescrição de Rorty (1992), entendendo a cidade como construção de vocabulários, além da noção de memória em Pollak (1992) e Assmann (2011). Conclui-se que, embora revelem afetos e trajetórias individuais, as tatuagens reiteram símbolos turísticos e seletivos, consolidando o imaginário do Rio de Janeiro como cidade mercadoria.
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