Ruas de Memória

a Festa do Rosário enquanto território e mecanismo de perpetuação dos saberes afrodiaspóricos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/logos.2025.93819

Resumo

Originada na encruzilhada entre a tradição africana e o catolicismo, a Festa do Rosário se articula enquanto uma estratégia utilizada para garantir não apenas a sobrevivência de um povo, mas para perpetuar sua própria visão de mundo a partir da oralidade, da relação com o território e com o tempo. Por isso, o presente artigo busca compreender como a Festa do Rosário, a partir dos cortejos e trajetos percorridos pelo corpo performático, cantante, requalifica e reestrutura o espaço urbano no intuito de transformar ruas e bairros, negados ao corpo negro, em lugares de pertencimento e de disputa política. Ou seja, compreender como os saberes do Rosário permitem outra experiência territorial e temporal partir da conexão com a ancestralidade, reivindicando o espaço de memória, tornando visível conhecimentos que são, comumente, marginalizados.

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Biografia do Autor

Cláudio Rodrigues Coração, UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto

Professor dos cursos de Pós Graduação em Comunicação e de Graduação em Jornalismo da UFOP. Doutor em Comunicação: meios e processos audiovisuais pela ECA/USP

Eduardo Viana Duarte Junior, UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto

Mestre em Comunicação e Temporalidades (Bolsista CAPES) pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto e Bacharel em Jornalismo pela mesma instituição. Foi bolsista do Projeto de Extensão Baculejo do Disco, o qual é voltado para arte, comunicação, política e resistência, durante a graduação, além de ter atuado como voluntário do Projeto de Extensão (R)existir É Preciso. Atualmente é membro do grupo de pesquisa Quintais: cultura da mídia, arte e política, que tem como principal objetivo a reflexão das práticas midiáticas e sua relação com a sociedade. Seus principais interesses são voltados para os estudos da negritude, música, afetos, identidade e memória. Seu foco na comunicação são as linhas de pesquisa que envolvam comunicação e temporalidades, práticas comunicacionais e tempo social, e o uso da mídia como instrumento de disseminação da arte enquanto ferramenta política, com especialização em memória, territorialidades, cultura afro-brasileira, cultura popular, estética da comunicação e estudos culturais. Acredita na potencialidade das manifestações afro-brasileiras como forma de comunicar ancestralidade e reconstrução de memória.

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Publicado

2026-02-04

Como Citar

CORAÇÃO, Cláudio Rodrigues; VIANA DUARTE JUNIOR, Eduardo. Ruas de Memória: a Festa do Rosário enquanto território e mecanismo de perpetuação dos saberes afrodiaspóricos. Logos, Rio de Janeiro, v. 32, n. 66, 2026. DOI: 10.12957/logos.2025.93819. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/logos/article/view/93819. Acesso em: 18 mar. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Enlaces Urbanos