Ruas de Memória
a Festa do Rosário enquanto território e mecanismo de perpetuação dos saberes afrodiaspóricos
DOI:
https://doi.org/10.12957/logos.2025.93819Resumo
Originada na encruzilhada entre a tradição africana e o catolicismo, a Festa do Rosário se articula enquanto uma estratégia utilizada para garantir não apenas a sobrevivência de um povo, mas para perpetuar sua própria visão de mundo a partir da oralidade, da relação com o território e com o tempo. Por isso, o presente artigo busca compreender como a Festa do Rosário, a partir dos cortejos e trajetos percorridos pelo corpo performático, cantante, requalifica e reestrutura o espaço urbano no intuito de transformar ruas e bairros, negados ao corpo negro, em lugares de pertencimento e de disputa política. Ou seja, compreender como os saberes do Rosário permitem outra experiência territorial e temporal partir da conexão com a ancestralidade, reivindicando o espaço de memória, tornando visível conhecimentos que são, comumente, marginalizados.
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