Poesia e tecnologia
uma leitura de dois poemas digitais de Augusto de Campos pela via do Antropoceno
DOI:
https://doi.org/10.12957/logos.2025.93223Resumo
Neste artigo, investigamos criticamente duas versões de poemas de Augusto de Campos vertidos para a mídia digital: “coraçãocabeça” e “poema bomba”. As criações, publicadas no suporte livro em Despoesia (2016), foram adaptadas para a forma de gif, no caso do primeiro, e de vídeo, no caso do segundo. Tal operação criativa revela um projeto de adesão motivada à mídia digital que ocorre, na trajetória artística de Campos, desde os anos 1990, momento em que o poeta adquire o seu primeiro computador pessoal. É a partir dessa adesão, então, que mobilizamos o conceito de Antropoceno – lido enquanto acontecimento histórico-civilizacional (Mendes, 2022) – para discutir a interface poesia/tecnologia nesta poética, e a sua materialização enquanto performance de vanguarda.
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