Gestos e territórios móveis: o corpo como interface sensorial na mobilidade urbana digital
DOI:
https://doi.org/10.12957/logos.2025.93206Resumo
Este artigo propõe uma leitura situada do corpo em trânsito como interface de produção de sentido urbano, com base em uma etnografia desenvolvida no sistema de transporte público TransMilenio (Bogotá). A partir de uma abordagem fenomenológica e semiótico-encarnada, analisam-se práticas cotidianas de interação com o telefone celular que configuram novas formas de habitar a cidade contemporânea. O estudo concentra-se em gestos mínimos, microgestualidades táteis e estratégias de regulação sensorial que permitem aos sujeitos negociarem aspectos como visibilidade, intimidade e atenção em contextos urbanos de alta densidade. Argumenta-se que esses gestos não são meros hábitos individuais, mas expressões de uma ecologia corporal e tecnológica que reconfigura o espaço público a partir do movimento, da percepção e da técnica. Ao articular teoria, cenas etnográficas e análise semiótica, busca-se contribuir para uma compreensão mais profunda do vínculo entre corpo, dispositivo e cidade.
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