Poética e política das marcas sobre o mundo
inscrições sociotécnicas, paisagem e mineração
DOI:
https://doi.org/10.12957/logos.2025.93181Resumo
Este artigo explora a relação entre paisagem e mineração no Antropoceno, com foco na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Brasil. O conceito de paisagem é revisto pela superação da dicotomia natureza-cultura e articulado ao de inscrições sociotécnicas, que são os registros materiais produzidos pelas práticas tecnocientíficas. Tais inscrições atuam não só como formas de conhecimento, mas também na produção das paisagens. A reflexão ancora-se na realização da série escultórica Horizonte Negativo, que utiliza dados topográficos abertos de territórios minerados. Pela metodologia do fazer crítico, discute-se a dinâmica política de produção e circulação dos dados. Conclui-se que a arte, ao engajar-se com as representações da tecnociência, pode evocar novas percepções sobre as paisagens no Antropoceno.
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