Escutar a paisagem, matéria sensível de arquivo

Autores

  • Andréa França
  • Patricia Cunegundes Guimaraes PUC-Rio

DOI:

https://doi.org/10.12957/logos.2025.93059

Resumo

O artigo argumenta que a paisagem é potência política e um arquivo vivo das diversas formas de violência e de resistência no cinema de Paz Encina. Analisa os filmes Exercícios de memória (2016) e Eami (2022) para pensar o diálogo entre a paisagem e os arquivos - da ditadura Stroessner e o extermínio do povo indígena. Argumenta que a paisagem paraguaia ocupa o lugar ausente da imagem de arquivo. Em um contexto de imagens cinematográficas escassas, é o documento sonoro que confronta e liga passado e presente. Conclui que, em Encina, a paisagem é testemunha de camadas de tempo, de padecimento, um território marcado por camadas de memória e de ritmos históricos em tensão.

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Biografia do Autor

Andréa França

Andréa França é pesquisadora e professora associada do Programa de Pós Graduação em Comunicação da PUC-Rio. Doutora em Comunicação pela ECO-UFRJ com pós doutorado na Universidade de Reading (Reino Unido). É autora de livros e artigos sobre cinema e audiovisual, além de realizadora de pequenos filmes que integram uma das galerias do Museu virtual Rio Memórias (online).

Patricia Cunegundes Guimaraes, PUC-Rio

Patricia Cunegundes Guimarães é jornalista, mestre em Comunicação pela UnB e e doutora em Comunicação pela PUC-Rio. Integrante do Grupo de Pesquisa Imagens em Disputa - Imadis , do CNPq

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

FRANÇA, Andréa; CUNEGUNDES GUIMARAES, Patricia. Escutar a paisagem, matéria sensível de arquivo. Logos, Rio de Janeiro, v. 32, n. 65, 2026. DOI: 10.12957/logos.2025.93059. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/logos/article/view/93059. Acesso em: 30 abr. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Paisagens e Ambientes do novo regime climático: o Antropoceno imaginado pelo sonoro, visível e sensível