Escutar a paisagem, matéria sensível de arquivo
DOI:
https://doi.org/10.12957/logos.2025.93059Resumo
O artigo argumenta que a paisagem é potência política e um arquivo vivo das diversas formas de violência e de resistência no cinema de Paz Encina. Analisa os filmes Exercícios de memória (2016) e Eami (2022) para pensar o diálogo entre a paisagem e os arquivos - da ditadura Stroessner e o extermínio do povo indígena. Argumenta que a paisagem paraguaia ocupa o lugar ausente da imagem de arquivo. Em um contexto de imagens cinematográficas escassas, é o documento sonoro que confronta e liga passado e presente. Conclui que, em Encina, a paisagem é testemunha de camadas de tempo, de padecimento, um território marcado por camadas de memória e de ritmos históricos em tensão.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
2. Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade dos autores.
3. É permitida a reprodução total ou parcial dos textos da revista, desde que citada a fonte.