Figuras da Terra: cinema, agência e pensamento figural no Antropoceno
DOI:
https://doi.org/10.12957/logos.2025.93046Resumo
Este artigo examina o média‑metragem Terra (2018), de Rossana Torres e Hiroatsu Suzuki, que documenta o processo artesanal de produção de carvão a partir da queima da madeira no Alentejo, em Portugal. Tomando por base a noções de “figural” em Nicole Brenez e “abdução de agência” em Alfred Gell, dialogamos com a proposição de Lúcia Ramos Monteiro acerca de um “cinema geológico”, pensando de que forma se dão as mudanças na figurabilidade do ambiental no Antropoceno. Argumentamos que, num primeiro momento, os elementos geológicos e atmosféricos de Terra são apresentados como índices de uma agência não‑humana inscrita pelos gestos fílmicos; em seguida, esses mesmos elementos passam a irradiar uma intencionalidade geológica quase autônoma que descentraliza o humano como parâmetro da experiência sensível.
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