A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E O PROGRAMA NOVA EJA: UM OLHAR ANALÍTICO SOBRE A CATEGORIA TRABALHO PARA FORMAR TRABALHADORES

Rodrigo Coutinho Andrade

Resumo


Em decorrência da “onda reformista” nas décadas 1980-90, o discurso e a reestruturação política para a concepção formal da Educação de Jovens e Adultos abarcou significativos enlaces e proposições, advindos das demandas do capital corporativo à formação de trabalhadores, no bojo intencional da reformulação produtiva e estrutural do capital hegemônico. Para tal, organismos de diferentes escalas e ações produziram/em um sem fim de leituras neste sentido, articulados para responder verticalmente suas demandas, e assim, sobrepujar práticas e historicidades significativas e populares para a modalidade em questão, vide o programa Nova Eja, edificado pela Secretaria Estadual de Educação para o ano de 2013. Dentre suas principais atribuições, a reformulação das políticas públicas para o setor re-significam a função da escola e, portanto, atribuem novas funções aos docentes e intencionalidades aos conteúdos, vide na geografia que se ensina aos sujeitos que vivem-do-trabalho. Contudo, o propósito do presente artigo é analisar como a Geografia Escolar na modalidade em debate enseja atributos ao bojo economicista, que instaura-se como ordem do dia para os cotidianos escolares da/na rede mencionada.


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DOI: https://doi.org/10.12957/tamoios.2014.13078

ISSN: 1980-4490

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