Estudos e Pesquisas em Psicologia
2020, Vol. 01. doi:10.12957/epp.2020.50792
ISSN 1808-4281 (online version)

 

PSICOLOGIA SOCIAL

 

Habilidades Sociais e Expectativas Acadêmicas em Estudantes de Enfermagem

 

Cátia Cristina de Carvalho Nogueira*; Adriana Benevides Soares**; Marcia Monteiro***; Humberto Cláudio Passeri Medeiros****
Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO, Niterói, RJ, Brasil
Endereço para correspondência

 

RESUMO

O estudo avaliou o repertório de habilidades sociais e de expectativas acadêmicas de estudantes de enfermagem e comparou com alunos de outros cursos da área da saúde do primeiro e do último ano. Participaram da pesquisa 200 alunos de instituições particulares, iniciantes e concluintes de enfermagem e de outras áreas da saúde, sendo 78,5% (N=135) do sexo feminino e 32,5% (N=65), pertencentes à classe social B2. Foram utilizados como instrumentos o Inventário de Habilidades Sociais e o Questionário de Envolvimento Acadêmico nas Versões A e B. Os concluintes de enfermagem apresentaram melhores escores em habilidades sociais do que as outras amostras de estudantes, melhor comportamento efetivo no Envolvimento Institucional e melhor utilização da infraestrutura disponível na universidade para a realização de atividades acadêmicas. O estudo contribui com evidências sobre a relevância do desenvolvimento das habilidades sociais para a atuação profissional do enfermeiro na assistência à saúde.

Palavras-chave: habilidades sociais, expectativas acadêmicas, estudantes universitários, saúde.


 

Social Skills and Academic Expectation in Nursing Students

 

ABSTRACT

The research evaluated and compared the social skills and academic expectations of nursing students and students from other courses in the area of health from first and last year. The study included 200 students, coming from a private institution, with beginners and graduating nursing and other health areas, with 78.5% (135) students were female and the majority 32.5% (65) belonged to the social class B2. The instruments used were the Social Skills Inventory, the Empathy Inventory and the Academic Engagement Questionnaire) - QEA in versions A and B. The nursing graduates presented better scores in social skills than the other student samples, better effective behavior in the Institutional Involvement and better use of the infrastructure available in the university for the accomplishment of academic activities. The study contributes with evidence on the relevance of the development of social skills for the professional performance of nurses in health care.

Keywords: social skills, academic expectations, college students, health.


 

Habilidades Sociales y Expectativas Académicas en Estudiantes de Enfermería

 

RESUMEN

El estudio evaluó el repertorio de habilidades sociales y de expectativas académicas de estudiantes de enfermería y lo comparó con alumnos de otros cursos del área de la salud del primer y del último año. En la investigación, 200 alumnos de instituciones privadas, iniciantes y concluyentes de enfermería y de otras áreas de la salud con 78,5% (N = 135) del sexo femenino y 32,5% (N = 65) pertenecientes a la clase social B2. Se utilizaron como Académica en las Versiones A y B. Los concluyentes de enfermería presentaron mejores escores en habilidades sociales que las otras muestras de estudiantes, mejor comportamiento efectivo en el involucramiento institucional y mejor utilización de la infraestructura disponible en la universidad para la realización de actividades académicas. El estudio contribuye con evidencias sobre la relevancia del desarrollo de las habilidades sociales para La actuación profesional del enfermero en La asistencia a la salud.

Palabras clave: habilidades sociales, expectativas académicas, estudiantes universitarios, salud.


 

 

O processo de cuidar é inerente à Enfermagem tanto na prática como na formação, implicando a troca de vivências, experiências, sentimentos e emoções na construção de relações de cuidado. Ademais, a relação estabelecida como enfermeiro cuidador reflete no paciente a percepção de uma relação profissional de solidariedade, segurança, saúde e bem-estar (Bahana, 2014). Diferentemente de algumas profissões da área da saúde, como Odontologia, Medicina, entre outras, a Enfermagem reconhece-se essencialmente por meio do cuidar, objeto epistêmico da formação (Pires, 2009). Segundo Sebold et al. (2016), a discussão sobre o cuidado está presente nos discursos acadêmicos como parâmetro da ciência da Enfermagem. Neste contexto, para se tornar profissional de Enfermagem a competência técnica e as habilidades relacionais para lidar satisfatoriamente com o cliente e o grupo social vêm caracterizando a sua formação (Montezeli & Haddad, 2016; Montezeli, Almeida, & Haddad, 2018).

Na graduação, o cuidado vem associado à aprendizagem em lidar com uma equipe multidisciplinar, que depende da interação do grupo para um desempenho técnico eficiente e competente socialmente (A. Del Prette & Del Prette, 2003). Sendo assim, um repertório de habilidades sociais bem elaborado tende a favorecer as relações interpessoais, permitindo que estas sejam gratificantes e se alcance o sucesso profissional, o que beneficiaria não somente a futura equipe de trabalho como também a assistência ao cliente (Montezeli et al., 2018).

Ser habilidoso no relacionamento social requer um conjunto estruturado em classes de comportamentos sociais no repertório do indivíduo, que são exigidas em um desempenho socialmente competente. Estas classes de comportamentos definem as habilidades sociais como "classes de comportamentos sociais que somente podem ser classificadas como tais na medida em que contribuem para a competência social" e a competência social "é um atributo avaliativo de comportamentos bem-sucedidos no ambiente social" (A. Del Prette & Del Prette, 2017, p. 20).

A importância das habilidades sociais (HS) nas instituições de formação e de trabalho em saúde passou a ser destacada como um instrumento para a potencialização dos resultados, contribuindo para um melhor aproveitamento da capacidade técnica integrada ao relacionamento interpessoal (Montezeli & Haddad, 2016). O desempenho profissional da Enfermagem é medido por seus pares, subordinados, superiores e clientes, definindo sua competência social no campo do relacionamento pessoal. As competências, tanto técnica quanto social, associam-se numa condição que, a partir do contexto acadêmico, podem favorecer o exercício da profissão de Enfermagem.

Com o objetivo de contextualizar as habilidades sociais imprescindíveis para o enfermeiro desenvolver sua competência profissional com foco na melhoria da assistência prestada e do relacionamento interpessoal, Montizeli et al. (2018) realizaram um estudo sobre a percepção de enfermeiros sobre as habilidades sociais utilizadas na gerência do cuidar em um hospital. Participaram das entrevistas 11 enfermeiros de diferentes setores de um hospital público do Sul do Brasil. Os resultados apontaram três categorias compreendidas como essenciais para a profissão de enfermeiro. A primeira, denominada de habilidades sociais de gerência do cuidado, envolveu as HS de comunicação, assertividade, empatia e tomada de decisão. A segunda, denominada de fatores intervenientes na utilização das HS, envolveu aspectos positivos, como flexibilidade, personalização no uso das HS e experiência profissional e negativos, como burocracia institucional, estabilidade do servidor e distribuição inadequada do pessoal de Enfermagem. A última categoria, denominada de benefícios das HS para a gerência do cuidado em Enfermagem, envolveu a melhoria no processo de trabalho e, consequentemente, no atendimento ao paciente. Os autores destacam que identificar os fatores que interferem de forma positiva no uso das HS dos enfermeiros possibilita desenvolvê-los como reforçadores para a melhora do desempenho social do enfermeiro. A identificação dos fatores negativos fornece subsídios para o treinamento em HS.

A compreensão das relações interpessoais mostra-se relevante para o cuidado em saúde, uma vez que os profissionais as utilizam como ferramentas para a efetivação do cuidado. O estudo realizado por Vilela, Carvalho e Pedrão (2014) apresenta uma argumentação teórica com objetivo de discutir as influências do relacionamento interpessoal para o cuidado em saúde (Kloster, Perotta, Junior, Paro, & Tempski, 2013; Şenyuva, Kaya, & Bodur, 2014). Algumas reflexões importantes são apresentadas, como a perspectiva de que para o desenvolvimento integral o ser humano necessita do meio social, em que as habilidades sociais (que permitem o estabelecimento de relações interpessoais satisfatórias) são efetivadas. Vilela Carvalho e Pedrão (2014) apontam que o campo teórico das interações sociais, fundamentadas nas habilidades sociais, traz à luz elementos psicossociais, cognitivos e afetivos importantes para o entendimento do cuidado em saúde. O cuidado nesta área se estabelece em uma relação entre profissional e cliente, com a busca da melhoria da saúde e da qualidade de vida.

Desta forma, é importante estar atento à formação dos profissionais da saúde. É preciso levar em conta o que os estudantes esperam do curso e o quanto são formados para ser competentes socialmente. Ao ingressar na Educação Superior, o acadêmico começa uma nova etapa de vida, na qual terá que administrar diferentes aspectos (pessoais, sociais e cognitivos) ao longo dos anos de graduação. Trata-se de um acontecimento importante por ser um processo multidimensional, no qual é exigido do estudante não apenas a autonomia no processo de aprendizagem, mas a habilidade de gerenciar novas relações, isto é, desafios que são decisivos para o sucesso e a permanência na universidade (Araújo, 2017). Estudo como o de Espírito e Castro (2011) mostram a importância da pesquisa e do investimento institucional não apenas nos aspectos pedagógicos e de infraestrutura das instituições, mas também nos aspectos relacionais. Foram comparadas as habilidades sociais em estudantes de três áreas de conhecimento: Exatas, Humanas e Biológicas, representas por graduandos de Matemática (N=35), Administração (N=40) e Enfermagem (N=40), respectivamente, utilizando o Inventário de Habilidades Sociais. Os discentes de Enfermagem (área Biológica) apresentaram menos habilidade em auto exposição a desconhecidos e situações novas; os de Administração (área de Humanas) revelaram menos habilidades sociais que os demais; e os de Matemática (área de Exatas), menor capacidade de autocontrole da agressividade em situações aversivas. O estudo possibilitou uma reflexão sobre as habilidades sociais apresentadas pelos discentes, e como estas poderiam vir a interferir no desempenho acadêmico e na futura carreira dos estudantes (Espírito & Castro, 2011).

Por fim, ressalta-se que o desenvolvimento de habilidade sociais dos futuros profissionais faz-se necessário devido às próprias demandas do cotidiano. Para o enfermeiro, as habilidades sociais presentes no atendimento reforçam que, ao buscar o serviço em saúde, o cliente espera encontrar um profissional competente, que lhe ofereça segurança técnica e lhe permita um bom relacionamento interpessoal. A forma do atendimento, a capacidade demonstrada pelos profissionais de saúde para compreender as demandas e as expectativas são os fatores mais relevantes para os clientes, e evidentemente esses aspectos são importantes para a qualidade do sistema (Jun, Cha, & Lee, 2015; Soares et al., 2014). Desta forma, todos os profissionais envolvidos no atendimento devem apresentar competência no contexto interpessoal e técnico-acadêmico (Montizeli et al., 2016, 2018).

Assim, essas duas competências possibilitam mais humanização e eficácia no atendimento à saúde, considerando que o contexto interpessoal e a formação técnica envolvidos no cuidado em saúde levam à necessidade de desenvolvimento das habilidades sociais de universitários e profissionais de enfermagem (Montizeli et al., 2016; Soares et al., 2014). Neste sentido, a forma como os calouros chegam à universidade e o que esperam da graduação e do estabelecimento de ensino deveriam ser foco de interesse das instituições, para que a formação seja completada nas demandas inerentes aos déficits apresentados pelos futuros profissionais.

Os alunos fazem projeções sobre o que a instituição e o curso podem oferecer para sua formação e seu desenvolvimento pessoal (Soares et al., 2018; Quintana et al., 2008). Entende-se por expectativas acadêmicas elaborações mentais prospectivas (cognitivas e motivacionais) dos discentes, tendo como base as vivências anteriores que servem de norteadoras para a interpretação de novas informações e experiências relacionadas ao contexto acadêmico (Gomes & Soares, 2012). As mais diversas expectativas, como os rendimentos provenientes da área, o status da profissão e a mudança no convívio com a família podem motivar a busca pela profissão de enfermagem. Com o decorrer do curso e das experiências vividas no contexto acadêmico (professores, trabalhos, provas, papel social, tempo etc.), essas expectativas serão redimensionadas e redesenhadas de acordo com as informações oferecidas pela instituição, pela modificação no contexto familiar e social e pela projeção que fazem de sua carreira profissional (Porto & Soares, 2017).

O estudo de Gomes e Soares (2012) apontou que, quanto mais expectativas irrealistas o aluno tem sobre o seu envolvimento institucional e sobre a utilização de recursos da instituição, pior o seu desempenho acadêmico (Igue, Bariani, & Milanesi, 2008). No entanto, os que possuem mais expectativas em relação ao envolvimento curricular e vocacional apresentam melhor desempenho. Os autores apontaram também que quando os iniciantes confiam em sua capacidade pessoal, deixando de lado os recursos institucionais e ambientais, percebem-se com maior bem-estar psicológico e autoconfiança para alcançar melhor desempenho. Em outro estudo, mostraram que as expectativas iniciais dos calouros se relacionam com a adaptação à universidade, especialmente aquelas que se referem ao envolvimento nas relações com os colegas, ao projeto vocacional de carreira e às atividades curriculares do curso, todas associadas à adaptação acadêmica dos estudantes (Soares et al., 2018). Assim, o Ensino Superior impõe ao aluno circunstâncias que podem afetar a qualidade de vida pessoal, social e profissional, influenciando suas expectativas (Miranda & Soares, 2014; Buscacio & Soares, 2017).

Pather e Dorasamy (2018) investigaram a diferença entre expectativa e experiência, e argumentam que a intensidade da lacuna entre os dois conceitos pode afetar negativamente o objetivo de os estudantes alcançarem o sucesso acadêmico. O estudo contou com a participação de 95 alunos de primeiro ano de curso de formação de professores de uma universidade da África do Sul. Os resultados indicaram que há distanciamento significativo entre as expectativas dos alunos e as experiências universitárias reais em relação aos seguintes indicadores: integração à universidade, engajamento acadêmico e busca de apoio acadêmico. Tal fato pode contribuir com que os estudantes se sintam desconectados da instituição, o que poderia levar ao insucesso acadêmico e a altas taxas de abandono. Os autores ressaltam a relevância de programas de experiências intencionalmente planejados para os ingressantes, com o objetivo de estabelecer vivências sustentáveis.

 Para Zysberg e Zisberg (2008), as expectativas de estudantes de enfermagem não receberam muita atenção da literatura. Entretanto, podem ser importantes para entender melhor as motivações dos enfermeiros, a aquisição de papeis e o sucesso acadêmico e profissional. O estudo dos autores comparou estudantes de enfermagem e não-enfermagem (N = 160) e utilizaram instrumento de expectativas acadêmicas para enfermeiros construído pelos autores e com boas evidências de validade. Os resultados obtidos sugerem que estudantes de enfermagem apresentaram expectativas enfatizando aspectos práticos e profissionais (adquirir uma profissão, ganhar mais dinheiro), seguidos de autoaperfeiçoamento e expectativas de vida social. Os estudantes de enfermagem diferiram dos de não-enfermagem nos fatores autoaperfeiçoamento e expectativas profissionais, e menores em expectativas acadêmicas, o que aponta para a necessidade de estudos adicionais (Zysberg & Zisberg, 2008).

Diante da perspectiva apresentada, este estudo teve como objetivos investigar: (1) se habilidades sociais e expectativas acadêmicas em estudantes de enfermagem e em alunos de outros cursos da área da saúde, (Medicina, Odontologia, Fisioterapia e Biologia) do primeiro e do último ano se relacionam; (2) comparar se os estudantes de enfermagem e alunos de outros cursos da área da saúde do primeiro ano apresentam mais expectativas acadêmicas do que os do último ano; (3)  identificar se alunos de enfermagem têm repertório de habilidades sociais mais elaborados do que estudantes de outras áreas da saúde.

 

Método

Participantes

A amostra foi composta por conveniência com 200 estudantes universitários, de idades entre 17 e 51 anos, matriculados em instituições particulares, sendo a maioria (78,5%, N=157) do sexo feminino. Os alunos foram divididos em 2 grupos: o primeiro grupo, com 50% (N=100) constituído de alunos de enfermagem subdivididos em 25% (N=50) matriculados no primeiro ou segundo períodos e os outros 25% (N=50) matriculados no nono ou décimo período. O segundo grupo, constituído de alunos dos cursos de Medicina, Odontologia, Fisioterapia e Biologia, constituído de 25% de alunos (N=50) do primeiro ou segundo períodos, ou primeiro ano, e 25% (N=50) matriculados no nono ou décimo período do curso, ou no último ano do Ensino Superior. Quanto ao nível socioeconômico, 1% (N=2) dos respondentes pertencem à classe socioeconômica A1, 5%(N=10) à A2, 13% (N=26) à B1, 32,5% (N=65) à B2; 29,5% (N=59) à C1, 14%(N=28) à C2 e 5% (N=10) à D.

Instrumentos

Inventário de Habilidades Sociais-IHS. É um instrumento de autorrelato com 38 itens que descrevem situações de interação social em diferentes contextos (A. Del Prette & Del Prette, 2005). O respondente deve estimar a frequência com que reage a uma situação descrita em cada item, em uma escala tipo Likert que varia de 0 (nunca ou raramente) a 4 (sempre ou quase sempre), e avalia cinco fatores: F1 – Habilidades de Enfrentamento e Autoafirmação com Risco com 11 itens (α=0,96); F2 – Habilidades de Autoexposição na Expressão de Sentimento Positivo com sete itens (α=0,86); F3 – Habilidade de Conversação e Desenvoltura Social com sete itens (α=0,81); F4 – Habilidades de Autoexposição a Desconhecidos ou a Situações Novas com três itens (α=0,75); F5 – Habilidade de Autocontrole da Agressividade em situações aversivas com três itens (α=0,74). Na análise de consistência interna do IHS foi obtido um coeficiente Alpha de Cronbach de 0,75.

Questionário de Envolvimento Acadêmico-QEA. É constituído por 38 itens que são subdivididos em cinco subescalas relativas ao que o estudante espera da universidade, na versão A, e às experiências vividas na Faculdade, na versão B. As respostas apresentadas na escala variam de 1 (nunca ou quase nunca) até 4 (sempre ou quase sempre). As subescalas de ambas as versões são: Envolvimento Institucional composta por 10 itens na versão A com α =0,83 e B com α= 0,77; Envolvimento Vocacional constituída por 10 itens na versão A com α =0,79) e B com α= 0,78; Envolvimento na Utilização de Recursos organizada com seis itens na versão A com α=0,74) e B com α= 0,71; Envolvimento Social composto por seis itens (α=0,68) e B com α= 0,76; Envolvimento Curricular estruturada por seis itens (α =0,66 e B com α= 0,68. Na análise de consistência interna do QEA, que foi adaptada linguisticamente para o português do Brasil, tanto na versão A quanto na versão B foi obtido um coeficiente Alpha de Cronbach de 0,83.

Procedimentos

Coleta de dados. Os dados foram coletados nas instituições que permitiram o acesso, em grupos de no máximo 30 alunos, nos espaços cedidos por professores em suas aulas. Para isso, foi solicitado um termo de autorização da universidade e dos participantes, que no momento da atividade receberam instruções específicas para cada instrumento utilizado no estudo. Ressalta-se que o convite aos alunos foi realizado no momento da ida às salas de aula. Os instrumentos foram respondidos em dois dias distintos (devido ao quantitativo de itens), previamente combinados com professores e estudantes.

A presente pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Salgado de Oliveira, sob o número 20/2012. Todos os participantes envolvidos neste trabalho assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Análise dos dados. Para analisar os dados foram realizadas a Correlação de r de Pearson, a ANOVA e o teste post hoc LSD (Least-SignificanceDifference). Por meio da correlação de r de Pearson foram verificadas as relações entre escores dos fatores do IHS e do QEA, entre os escores totais das escalas para iniciantes e concluintes de enfermagem e de outras áreas de saúde. Foi realizada a ANOVA para relacionar as Expectativas Acadêmicas com as Habilidades Sociais dos iniciantes e concluintes de enfermagem e de outros cursos. Foi realizado o teste confirmatório - post hoc LSD para verificar as diferenças indicadas pela ANOVA.

 

Resultados

A correlação entre os fatores de Habilidades Sociais e Expectativas Acadêmicas para os estudantes iniciantes de enfermagem foi negativa e fraca no fator Conversação e Desenvoltura Social com o Envolvimento Institucional e o QEA_TOTAL. Foi positiva e fraca a correlação do fator Enfrentamento e Autoafirmação com Risco com o Envolvimento Institucional e com o QEA_Total. Os estudantes concluintes de enfermagem apresentaram como resultado uma correlação positiva e fraca entre os fatores Autoexposição a Desconhecidos e Envolvimento Vocacional, conforme Tabela 1.

 

 

A correlação entre os fatores de Habilidades Sociais e Expectativas Acadêmicas, apresentados na Tabela 2. Para os estudantes iniciantes de outros cursos da área de saúde foi positiva e moderada entre o fator Enfrentamento e Autoafirmação com Risco do IHS e os fatores Envolvimento Institucional e o QEA_TOTAL. Deste mesmo fator do IHS foi positiva e fraca a correlação com o Envolvimento Vocacional, Envolvimento na Utilização de Recursos e Envolvimento Curricular. Para esse grupo, o fator Autoexposição na Expressão de Sentimento Positivo apresentou correlação positiva e fraca com Envolvimento Vocacional e o Envolvimento Curricular. Uma única correlação positiva e fraca apresentou o fator Autoexposição a Desconhecidos do IHS com Envolvimento Curricular do QEA. O fator IHS_TOTAL apresentou correlação negativa e fraca com Envolvimento Institucional e positiva e fraca com Envolvimento vocacional, Envolvimento na Utilização de Recursos e Envolvimento Social. Com os fatores Envolvimento Curricular e QEA_TOTAL a correlação foi positiva e moderada. Para os alunos concluintes de outros cursos, o fator Enfrentamento e Autoafirmação com Risco do IHS apresentou correlação positiva e fraca com Envolvimento Institucional, Envolvimento Curricular, Envolvimento Social e o QEA_TOTAL. Já com o fator Envolvimento na Utilização de Recursos a correlação foi positiva e moderada. O fator Autoexposição na Expressão de Sentimento Positivo e IHS_TOTAL apresentaram correlação positiva e fraca com Envolvimento Institucional, Envolvimento na Utilização de Recursos e o QEA_TOTAL.

 

 

A análise de variância para Habilidades Sociais, após o teste post hoc LSD, aponta que no fator Autoexposição na Expressão de Sentimento Positivo os concluintes de enfermagem (M=9,64; DP=1,52; F=3,924; p=0,01) apresentaram escores superiores aos iniciantes de enfermagem e demais alunos concluintes e iniciantes de outros cursos. No fator Habilidade de Autoexposição a Desconhecidos, os concluintes de enfermagem (M= 3,89; DP=1,20; F=7,18; p=0,01) apresentaram escores superiores aos iniciantes de enfermagem e aos iniciantes e concluintes de outros cursos. No fator Autocontrole da Agressividade em Situações Aversivas os estudantes concluintes de enfermagem (M=3,18; DP=0,71; F=3,33; p=0,02), apresentaram escores superiores aos iniciantes de enfermagem e aos iniciantes e concluintes de outros cursos.

No IHS Total, os concluintes de enfermagem (M=33,40; DP=5,38; F=3,63; p=0,01) apresentaram escores superiores aos iniciantes de enfermagem, aos iniciantes e concluintes de outros cursos. Em relação às Expectativas, a ANOVA aponta que o Envolvimento Institucional e Envolvimento na Utilização de Recursos apresentaram, resultados significativos. Pode-se concluir que no Envolvimento Institucional os estudantes concluintes de enfermagem (M=3,27; DP=0,40; F=2,98; p=0,03) e concluintes de outros cursos da saúde (M=3,27; DP=0,51; F=2,98; p=0,03) apresentaram escores superiores aos iniciantes tanto de enfermagem quanto de outros cursos. No Envolvimento com a Utilização de Recursos os concluintes de enfermagem (M=3,05; DP=0,42; F=2,73; p=0,04) apresentaram escores superiores aos iniciantes de enfermagem e aos iniciantes e concluintes de outros cursos.

 

Discussão

No que diz respeito às correlações entre habilidades sociais e expectativas acadêmicas em estudantes de enfermagem e em alunos de outros cursos da área da saúde do primeiro e do último ano, supõe-se que quanto mais elaborado o repertório de enfrentamento e autoafirmação com risco, maior é o Envolvimento Institucional dos alunos iniciantes de enfermagem. Entende-se que o estudante busca recursos internos diante dos desafios de lidar com novos relacionamentos, com as exigências acadêmicas e as normas institucionais e quanto mais usa a assertividade, mais se envolve institucionalmente e mais apresenta expectativas com a instituição (Igue et al., 2008; Soares et al., 2018; Şenyuva et al., 2014).

No que concerne à comparação dos estudantes, as associações encontradas apontam que os enfermeiros iniciantes apresentaram uma correlação negativa entre o fator conversação e desenvoltura social e o fator envolvimento institucional. Neste sentido, pessoas que apresentam maior desenvoltura social possuem mais autonomia, apresentando melhores condições físicas e psicológicas (A. Del Prette & Del Prette, 2005). Com isto, pode-se supor que os iniciantes no curso de enfermagem, por apresentarem maiores escores de desenvoltura social, esperam menos da instituição, não apresentando problemas diante de expectativas frustradas. Entretanto, os resultados não corroboraram com estudos sobre a temática (Soares et al., 2018; Igue et al., 2008), em que estudantes ingressantes e concluintes percebem como prioridade o investimento institucional nas relações interpessoais e que as expectativas em relação à universidade promovem vínculos afetivos, contribuindo com o engajamento do estudante.

A análise dos dados também apontou que enfermeiros concluintes apresentaram uma correlação positiva entre o fator autoexposição a desconhecidos e a situações novas e o envolvimento vocacional. Essa habilidade social está associada ao desenvolvimento da carreira. Assim, os estudantes concluintes de enfermagem provavelmente tendem a se expor mais a situações diferentes durante o estágio do que os iniciantes parecendo estarem mais receptivos à aquisição de novos conhecimentos para a vida profissional. Buscacio e Soares (2017) apontam que universitários sabem com bastante clareza o que querem em relação ao futuro profissional, buscam informações, apresentam a própria concepção do que desejam e esperam da vida acadêmica e profissional, experimentando com realismo e objetividade a progressão da carreira e mostrando amadurecimento para o envolvimento com a futura profissão.

Em relação aos iniciantes de outros cursos da área da saúde, foram encontradas correlações positivas entre o fator enfrentamento e autoafirmação com risco, autoexposição na expressão de sentimento positivo, habilidade de autoexposição a desconhecidos e IHS_Total com os fatores do QEA (envolvimento institucional, envolvimento vocacional, envolvimento na utilização de recursos, envolvimento curricular e QEA_Total). Os resultados encontrados na correlação entre iniciantes apontaram que, de maneira geral, os alunos de enfermagem que começam a graduação esperam muito da instituição e depositam nela grandes expectativas na busca pelo domínio de conhecimento. Para Quintana et al. (2008) as expectativas positivas e significativas podem estar ligadas à dificuldade de acesso ao curso na perspectiva do alcance de uma meta muito difícil em função das disputas por vagas, como acontece no curso de Medicina. Neste, os estudantes enfrentam uma grande concorrência por uma vaga, exigindo muita dedicação e empenho, o que possivelmente tende a contribuir para a adaptação ao curso e às dificuldades nos estudos, uma vez que já vivenciaram esforços para alcançaram o ingresso (Quintana et al., 2008).

Os concluintes de outros cursos da área da saúde apresentaram uma correlação positiva entre os fatores enfrentamento e autoafirmação com risco e o envolvimento institucional, social, na utilização de recursos, curricular, o QEA_Total e também entre os fatores de autoexposição na expressão de sentimento positivo, envolvimento institucional, na utilização de recursos, QEA_Total e IHS_Total. Todas essas correlações positivas entre os iniciantes e concluintes de outras áreas da saúde podem estar associadas à satisfação com o curso. O Ensino Superior deve proporcionar uma educação de qualidade que permita aos estudantes a concretização dos seus projetos, desenvolvendo competências que promovam características pessoais, cognitivas e acadêmicas para que os alunos possam atuar na sociedade (Soares et al., 2018; Montizeli et al., 2018).

Entre os concluintes de outras áreas da saúde, as correlações positivas podem estar intimamente relacionadas ao poder que os acadêmicos de Medicina adquirem por meio da atuação nos serviços de saúde (Kloster et al., 2013). Percebe-se também que os comportamentos de envolvimento podem estar relacionados de alguma maneira ao status que o curso oferece, sendo este um fator que supostamente contribui para que os acadêmicos se envolvam com a universidade em todos os momentos da graduação. Em outros termos, o envolvimento com o curso pode estar relacionado com o sucesso e com o reconhecimento de ser um profissional da área, associado ainda a remuneração e ao status pessoal e profissional que a carreira oferece (Almeida & Wechsler, 2015; Nadelson et al., 2013).

Finalmente, os estudantes iniciantes de enfermagem e de outros cursos da área da saúde do primeiro ano apresentaram menos comportamentos de expectativas acadêmicas que os concluintes. Os resultados indicaram comportamentos mais efetivos relacionados ao envolvimento institucional e ao envolvimento na utilização de recursos do que os iniciantes de outros cursos da área da saúde. Esse envolvimento pode ter ocorrido devido ao fato de que os concluintes, nessa fase do curso, procuram se envolver mais com a instituição no intuito de aproveitá-la ao máximo para não deixar passar nenhuma oportunidade, muitas vezes negligenciada em outros momentos. Já os concluintes de outros cursos também apresentaram escores significativamente superiores aos iniciantes de outros cursos. Esse resultado pode possibilitar a compreensão de que os estudantes que se envolveram mais com as atividades extracurriculares oferecidas pela instituição, bem como usufruíram mais da relação com os professores, supostamente almejam uma preparação melhor para o mercado de trabalho (Miranda & Soares, 2014).

Em referência aos enfermeiros concluintes, a amostra apresentou escores mais elevados nos fatores autoexposição na expressão de sentimento positivo, autoexposição a desconhecidos, autocontrole da agressividade em situações aversivas e IHS_Total.  Na parte final da graduação, espera-se que os concluintes já vivenciaram por meio do estágio as experiências interpessoais com o público, momento em que enfrentam diversas demandas no contexto hospitalar. Exige-se então que os enfermeiros concluintes tenham mais habilidades para ajudar os clientes a enfrentar a adesão ao tratamento prescrito pelo médico, adaptação ou aceitação da doença, e que trate o indivíduo como sujeito e não como uma doença (Montizeli et al., 2016).

Na relação com o cliente, é importante considerar que um grande desafio em enfermagem é a sensibilização diante da dor do outro, pois a enfermagem lida com diversos tipos de situações e com diferentes características que muitas vezes levam as pessoas a apresentar um descontrole emocional (Jun et al., 2015). Os profissionais da enfermagem necessitam expressar afeto positivo perante circunstâncias dolorosas e difíceis, bem como apresentar habilidades sociais para lidar com pessoas estranhas e com a agressividade que pode surgir em momentos de desespero e sofrimento (Montezeli, 2018).

A transição enfrentada pelos discentes acontece no momento inicial de entrada na instituição, e tem um novo marco que é o momento final do curso. Nessa fase, os concluintes estão diante de novas etapas como a adaptação aos estágios, saída do Ensino Superior e inserção no mercado de trabalho (Montezeli, 2016). Dessa forma, espera-se dos estudantes mais habilidades sociais, autonomia, bem como a adoção de novos papéis e responsabilidades em sua nova empreitada (A. Del Prette & Del Prette, 2003).

Percebe-se também que os concluintes de enfermagem e os de outras áreas da saúde compreenderam a real importância daquilo que a universidade oferece: professores, conhecimento, estágios, recursos materiais, grupos de estudos e muito mais. Parece que o comportamento dos concluintes de enfermagem está em consonância com a metodologia do Ensino Superior, em que se espera que os estudantes possam apreender medidas educacionais e estratégias que desencadeiem a promoção de habilidades sociais tão essenciais na relação enfermeiro/cliente, seja nas Estratégias de Saúde da Família, seja no contexto hospitalar, corroborando assim com a determinação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9.394/96), que enfatiza a necessidade do desenvolvimento das habilidades e competências dos estudantes.

 

Considerações Finais

Este estudo teve como objetivos investigar se habilidades sociais e expectativas acadêmicas em estudantes de enfermagem e em alunos de outros cursos da área da saúde se relacionam, comparar se estudantes de enfermagem e alunos de outros cursos da área da saúde do primeiro ano apresentam mais expectativas acadêmicas do que os do último ano e identificar se alunos de enfermagem têm repertório de habilidades sociais mais elaborados do que estudantes de outras áreas da saúde. O estudo contribuiu para buscar um entendimento sobre as habilidades sociais e as expectativas que envolvem os estudantes universitários da área da saúde.

Pôde-se perceber que, para a amostra analisada, os concluintes de enfermagem mostraram-se com mais habilidades sociais, indicando a possibilidade de que este aumento tenha ocorrido por processo de aprendizagem ao longo da formação. É fundamental que os futuros profissionais estejam aptos a lidarem com o público,acadêmica. Destaca-se ainda que os concluintes de enfermagem se envolveram com a instituição, utilizando seus recursos e buscando com isso usufruir de todo conhecimento fornecido pela mesma para favorecê-los em sua profissão.

O desenvolvimento das habilidades sociais para a atuação profissional em saúde pode contribuir para a assistência aos clientes no ambiente hospitalar, no atendimento à família, no relacionamento com pares, subordinados ou superiores hierárquicos, seguindo os quatro pilares fundamentais tradicionalmente preconizados para a enfermagem: ser humano; meio ambiente; saúde; enfermagem. Embora não seja uma condição para ingressar no curso, as habilidades sociais poderão ser aprendidas. Uma investigação nos escores apresentados pelos alunos pode apontar a necessidade de serem desenvolvidas ou aprimoradas no decorrer da vida acadêmica.

Algumas limitações foram apresentadas pelo presente trabalho, como a presença maior do sexo feminino na amostra, embora esta seja uma realidade nos cursos de enfermagem. Outra limitação foi a ausência da participação de alunos de instituições públicas na amostra estudada. Contudo, os resultados reforçam a importância de se pesquisar a relação das habilidades sociais com variáveis relacionadas à adaptação e ao sucesso acadêmico dos graduandos do campo saúde, cooperando com futuras investigações sobre o tema.

 

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Recebido em: 28/03/2019
Reformulado em: 27/11/2019
Aceito em: 16/01/2020

 

 

Notas

* Enfermeira, Mestrado em Psicologia Social pela Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), Niterói, Brasil.
** Psicóloga, Professora Titular do Programa de Pós-graduação em Psicologia (Mestrado e Doutorado) - UNIVERSO, Professora Titular do Programa de Pós-graduação em Psicologia (Mestrado e Doutorado) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ.
*** Psicóloga, Doutora e Pós-doutora em Psicologia Social pela UNIVERSO; Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente na Universidade Brasil-Faculdade Duque de Caxias – Brasil.
**** Professor, Especialista em Redes, Mestre em Psicologia Social pela Universidade de Oliveira, Niterói, Brasil.

 

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