TÁTICAS DO CINEMA DE GUERRILHA DA BAIXADA PARA TRANSITAR ENTRE O POPULAR E O ARTÍSTICO

Liliane Leroux

Resumo


DOI: 10.12957/polemica.2017.28300
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Neste texto, retomo aspectos do estudo de caso que realizei com o Cinema de Guerrilha da Baixada na virada de 2015 para 2016, como parte do mapeamento da produção audiovisual da Baixada Fluminense. Partindo do princípio de que ‘cinema de guerrilha’ não significa apenas fazer filmes com poucos recursos (“com o que se tem”), mas também, e sobretudo, a fabricação de um repertório de táticas capazes de potencializar esses recursos, evidencio algumas dinâmicas que configuram a “guerrilha” imanente ao grupo estudado. Além dos recursos financeiros modestos ou por vezes inexistentes que caracterizam estas produções, fazer filmes “com o que se tem” significa fabricar alternativas a partir de um contexto de não especialização e de escassez de tempo livre fora do trabalho diário com o qual se ganha (ou melhor dizendo, se perde) a vida.

Palavras-chave: Cinema de Guerrilha da Baixada. Cinema em periferias urbanas. Arte outsider. Popular e artístico.

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Abstract: In this text, I resume aspects from the case study I performed with the Cinema de Guerrilha da Baixada on the turning of 2015 to 2016, as part of an effort to map audio-visual production in the Baixada Fluminense. Starting from the notion that “guerrilla cinema” means not only making movies with limited resources (“with what is on hand”), but also, and foremost, the creation of a repertoire of tactics that can be used to multiply the potential of those resources, I put on evidence some of the dynamics that configure the “guerrilla” inherent to the studied group. Beyond the modest, or sometimes inexistent, budget that characterizes these productions, making movies with “what is on hand” means fabricating alternatives from a context of non-specialization and absence of time besides the daily working hours with which a living is made (or lost).

Keywords: Cinema de Guerrilha da Baixada. Cinema in the urban peripheries. Outsider art. Popular and artistic.

 


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DOI: https://doi.org/10.12957/polemica.2017.28300