ENTRE O OBSCURO E O OBSCENO: A AMARA VOZ DO OUTRO EM BOM- CRIOULO, DE ADOLFO CAMINHA

Guilherme de Figueiredo Preger

Resumo


Este artigo realiza uma leitura crítica de Bom- Crioulo, romance de Adolfo Caminha (1895), e aborda a função da voz narrativa enquanto suporte ideológico da ideologia dominante. Com o uso do conceito de voz acusmática, de Maurice Chion, dando vez a um narrador cambiante e sem corpo, debate-se a ambivalência na representação literária do protagonista do romance. Utilizando-se da distinção de Gayatri Spivak, entre representação política e re-presentação estética, discutiremos como a refração da voz do personagem por uma voz coletiva fantasmática produz um hiato em sua representação e problematiza tanto sua classificação literária quanto social, impedindo a adesão do romance aos valores ideológicos e racistas da época de sua escrita.


Palavras-chave


Romance naturalista, Voz acusmática, Subalternidade, Tecnologia da obscenidade

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Direitos autorais 2018 Guilherme de Figueiredo Preger

 


ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/palimpsesto


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