Entre Apolo e Dioniso: o pathos da tentação em “A imitação da rosa”, de Clarice Lispector.

Diego Diniz

Resumo


Este artigo constitui uma leitura do conto “A Imitação da Rosa”, do livro Laços de Família, de Clarice Lispector, publicado pela primeira vez em 1960. A partir da dicotomia discutida por Friedrich Nietzsche entre o espírito apolíneo e o espírito dionisíaco, em O Nascimento da Tragédia, obra de 1872, procurar-se-á depreender o pathos encetado em Laura, personagem principal do conto, que parece dividir-se entre forças antagônicas que a conduzirão, por fim, após um intenso processo dialético interior, de volta a um estado psíquico do qual recém saíra. A maior parte das leituras realizadas sobre este conto refere-se a este estado de espírito como loucura. Sem discordar totalmente desta visão, o artigo propõe que se veja no estado de suposta insanidade da personagem uma possível analogia à ideia de super-humanidade, formulação filosófica também ligada ao pensamento nietzschiano.

Palavras-chave


apolíneo, dionisíaco, Clarice Lispector, Nietzsche.

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Direitos autorais 2018 Diego Diniz

 


ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/palimpsesto


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