Dissidências de um curso: transicionando gêneros e currículos na formação em psicologia

Maria Carolina Roseiro, Alexsandro Rodrigues, Maria Elizabeth Barros de Barros

Resumo


Considerou-se, neste artigo, as normalizações das sexualidades e dos gêneros dissidentes, e os jogos de verdade que as acompanham, na constituição de discursos que legitimam a Psicologia como campo disciplinar alinhado aos discursos patologizantes das subjetividades. Ao questionar-se o privilégio desses discursos em relação à produção de conhecimento que emerge dos ativismos e vivências dissidentes, abordou-se, no campo dos currículos em Psicologia, os processos de subjetivação na produção desses saberes. Afirmou-se, contudo, a produção de discurso acadêmico como campo estratégico, no qual somos convocadas(os) a posicionamentos e implicações que se articulam a esses e outros ativismos e movimentos sociais. Na transversalidade desses percursos, e por análise de implicações, entre essas dissidências, acompanhou-se os deslocamentos do lugar de um não-homem, pela descolonização do sujeito epistêmico e de sua universalidade, transicionando-se dos binarismos de gênero ao coletivo das enunciações.

Palavras-chave


gênero na educação; subjetividade; psicologia; currículos; transversalidade; sexualidade; agenciamentos coletivos de enunciação; saber e poder

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DOI: https://doi.org/10.12957/mnemosine.2021.61851

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