Tempo de viver, tempo de escrever

Carmen Ines Debenetti, Tania Mara Galli Fonseca

Resumo


Este artigo versa sobre a própria experiência de escrever. Trata-se de uma escrita que resgata um tempo obscuro que revela a potência de criar. Nesse sentido, o escrever inventa o texto e inventa a vida. Há no ato de escrever uma tentativa de fazer da vida algo mais que pessoal, de liberar a vida daquilo que a aprisiona. Escrever assim fala do fundo daquilo que não se sabe, com aquilo que dentro de nós se move quando faz fluxo com o fora. Assim, restitui o vínculo do homem com o mundo. Ver o mundo torna-se vê-lo fora dos clichês, ver e ouvir a vida na sua mais alta potência. Faz falar o cotidiano intolerável que é uma questão de devir. Condição para explorar o inominável e o intolerável da existência. Tempo que age e produz realidades. Para essas experimentações, a escritura de Clarice Lispector é a matéria de inventar escrita. Ainda mais, Deleuze, Bergson, Blanchot.


Palavras-chave


escrita-tempo; literatura; Filosofia da Diferença

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