A razão negra e o projeto romântico: dupla face do romance Úrsula (1859), de Maria Firmina dos Reis

Luiz Henrique Silva de Oliveira

Resumo


Este estudo pretende analisar o romance Úrsula (1859), de Maria Firmina dos Reis, a partir do conceito de “razão negra”, formulado por Achille Mbembe (2014), em contraste com a estética romântica que também ampara o livro da autora brasileira. E, além disso, objetiva-se discutir como este conceito de Mbembe ajuda a compreender a representação do negro realizada pelo texto firminiano. Para Mbembe, a “razão negra” liga-se à fabricação das imagens do saber e do sujeito afrodescendente. A hipótese deste ensaio é que a “razão negra” opera como dispositivo responsável por potencializar a compreensão de imagens de afrodescendentes no romance Úrsula, tais como exemplificadas por meio das trajetórias de Túlio, Mãe Susana e Antero. Se, por um lado, o livro em questão opta por seguir as linhas gerais do romantismo brasileiro, ao discutir a configuração da nação e a escravidão, por outro lado, ele o faz a partir dos paradigmas identitários pautados pela “razão negra”, ou seja, o negro como sujeito das ações e do discurso.


Palavras-chave


Razão negra; romantismo; Úrsula; Maria Firmina dos Reis.

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DOI: https://doi.org/10.12957/matraga.2019.42343

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ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/matraga


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