A descolonização do olhar a partir do cinema de Lilian Solá Santiago

Andrielle Cristina Moura Mendes Guilherme, Denise Carvalho, Juciano Lacerda

Resumo


Apresenta-se uma análise fílmica do videodocumentário Roda o Tererê com vistas a investigar se e como o filme dirigido pela cineasta brasileira Lilian Solá Santiago contribui para uma descolonização do olhar, da estética e da política das imagens. Interessa identificar até que ponto o videodocumentário tensiona o regime de visibilidade dominante na sociedade nacional problematizado por teóricos localizados fora do eixo cultural da Europa (GONZALEZ, 2011; BORGES, 2018; NASCIMENTO, 2016). Conclui-se que, ao inscrever-se enquanto cineasta, Lilian Santiago não transforma a sua câmera apenas em voz; transforma o microfone em ouvido, e faz dele uma caixa de ressonância para que as pessoas ouçam e vejam aqueles que vem sendo historicamente apagados dos espaços do aparecer.


Palavras-chave


Mídia; Cinema; Descolonização do olhar

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DOI: https://doi.org/10.12957/logos.2020.54428

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