Mbya reko e elementos urbanos: encontros dos Guarani Mbya com a cidade em contextos distintos de ocupação no Estado do Rio de Janeiro

Vicente Cretton Pereira

Resumo


A partir de trabalho de campo em aldeias guarani mbya do estado do Rio de Janeiro, especialmente aquela que se localiza em perímetro urbano, na Região Oceânica da cidade de Niterói, procurei discutir a relação destes grupos indígenas com a cidade e categorias relacionadas. Situações observadas durante a pesquisa suscitaram uma série de questões sobre os motivos e expectativas que gravitam em torno da mobilidade de grupos (e indivíduos) guarani mbya: que critérios orientam a busca por novos lugares para se viver? Porque a escolha de um local urbano como destino do deslocamento? Quais as reações (interiores e exteriores ao grupo) que uma ocupação guarani em um meio urbano pode causar? A partir destes questionamentos procurei investigar como era conciliada, pelos diferentes sujeitos, a idéia de um povo (o “índio” genérico) visto, essencialmente, como “habitante das matas” ocupar um espaço urbano. Busquei entender também qual a importância dos aspectos “urbanos” no cotidiano dos Guarani Mbya, e como os significados envolvidos na categoria apareciam nos diferentes contextos. Na discussão procuro destacar as concepções cosmológicas mbya guarani em relação com o cotidiano dos sujeitos, levando em conta as trajetórias pela cidade e modos específicos de apropriação do “urbano”.

Palavras-chave


Identidade indígena; ocupações urbanas; Guarani Mbya.

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DOI: https://doi.org/10.12957/intratextos.2010.411

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