Implicações Territoriais do Processo de Modernização no Município de Quissamã (RJ)

João Rua

Resumo


RESUMO
O objetivo central deste trabalho é analisar as repercussões territoriais do processo de modernização que o município vem sofrendo há mais de um século sem perder as características de modernização conservadora, mas já apresentando alguns sinais de
uma mudança em que novos atores se superpõem aos antigos, disputando com eles o
poder político e as opções sociais que emanam dessa situação. Quando, em 1877, o Engenho Central de Quissamã, foi inaugurado, pôde-se observar a chegada do capital industrial que transformou o capital comercial ao transformar os diversos donos de engenhos em fornecedor ' es de cana para o Engenho Central, criando-se uma dependência técnica e creditícia dos primeiros ao segundo, o que favorece um longo período de decalik'ncia econômica. Em 1975, com o PROALCOOL, inicia-se um processo de inovação tecnológica traduzido, basicamente, em melhoria de espécies, mecanização de algumas fases da produção e, principalmente, modernização industrial, com a introdução das destilarias de álcool. A descoberta de petróleo na bacia de Campos e a possibilidade de contar com os "royalties" fornecidos pela Petrobrás alavancaram, no final dos anos 80, a perspectiva de crescimento econômico sem a dependência exclusiva do Engenho. Os setores urbanos, aliados a alguns produtores rurais, definiram uma estrate'gia conjunta que levou à emancipação do município e à sua inserção, mais efetiva, nos fluxos capitalistas, formando um novo sistema de relações sócio-espaciais.


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DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.1998.49002



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ISSN: 1415-7543 | E-ISSN: 1981-9021 | JournalDOI: https://doi.org/10.12957/geouerj

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