A administração da diferença: materialidade e poder na constituição dos espaços, territórios e estruturas temporais na constituição de um programa de pesquisa

Bernardo Curvelano Freire

Resumo


A noção de administração da diferença que orienta este trabalho, antes especulativo do que propriamente etnográfico, tem como premissa situações sociais muito específicas. É fruto de trabalhos com os quais me envolvi desde que assumi o cargo de professor efetivo do Colegiado de Antropologia no campus de São Raimundo Nonato da Universidade Federal do Vale do São Francisco (CANT-Univasf), no sudeste do Piauí. Estes trabalhos não dizem respeito à atividade de pesquisador propriamente dita, sendo antes fruto de um envolvimento com a vida local, em histórias diversas que incluem a ameaça do advento de uma agenda de mineração predatória conduzida pela atual secretária de Minas, Petróleo e Energias Renováveis do governo de Wellington Dias (PT-PI), as lutas quilombolas por segurança territorial e jurídica, políticas acadêmicas que envolvem a complexidade da formação de um curso de graduação em antropologia ao lado das atividades de uma instituição do porte da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), um dos três órgãos que administram o Parque Nacional da Serra da Capivara. Sendo assim, o que escrevo tem muito mais base em envolvimento sistemático do que em levantamento sistemático, o que são duas noções de sistema que não dialogam com a melhor das habilidades. Neste sentido, atentar para a noção de administração da diferença diz respeito tanto à administração das relações que instituem diferenças relevantes em contextos de conflitos diversos, mas sujeitos à uma mediação que transcende à força, quanto à produção de um modo de existência pautado pela sua negação, orientado por indiferença, cujos efeitos são sempre catastróficos. Esta noção leva em consideração eventos em que partes assimétricas em um determinado processo social deliberam a respeito da gestão do espaço a partir da delimitação de um território determinado pela força da lei. 


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DOI: https://doi.org/10.12957/emconstrucao.2018.37196

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