Ultraje à memória

Yara de Pina Mendonça

Resumo


Nos últimos anos, tenho explorado os repertórios da destruição e violência investigando suas marcas e vestígios através de diferentes contextos sociais e históricos, incluindo o momento atual e incerto da democracia. Me refiro, portanto, não apenas aos regimes autoritários de um passado sombrio, mas também ao seu legado de opressão que ainda deixa marcas sobre os corpos e, consequentemente, ao recalcamento das mortes das vítimas com o propósito de destruir a memória de seus nomes. Se, por um lado, essas obras investigam quais marcas e rastros nossas democracias deixam ao repetir a tradição da violência, por outro, elas questionam quem tem direito ao luto e à memória numa sociedade que adota o apagamento de sua história como política de estado.


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DOI: https://doi.org/10.12957/concinnitas.2020.47337

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ISSN 1981-9897