O Filme-Ensaio

Arlindo Machado

Resumo


Denominamos ensaio uma certa modalidade de discurso científico ou filosófico que carrega atributos amiúde considerados "literários", como a subjetividade do enfoque (explicitação do sujeito que fala), a eloqüencia da linguagem (preocupação com a expressividade do texto) e a liberdade do pensamento (concepção de escritura como criação, em vez de simples comunicação de idéias). Toda reflexão sobre o ensaio, entretanto, sempre pensou essa "forma" como essencialmente "verbal", isto é, baseada no manejo da linguagem escrita. O objetivo desse artigo é discutir a possibilidade de ensaios não escritos, ensaio em forma de enunciados audiovisuais. EMbora teoricamente seja possível imaginar ensaios em qualquer modalidade de linguagem artística (pintura, música, dança, por exemplo), uma vez que sempre podemos encarar a experiência artistica como forma de conhecimento, vamo, por comodidade, nos restringir neste texto apenas ao exame do ensaio cinematográfico. Começando pelos pioneiros russos (Eisenstein, Vertov), introdutores da idéia de um cinema conceitual, traçamos uma trajetória do filme-ensaio na história do cinema, como ênfase principalmente nas contribuições de Godard e Bernadet.

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ISSN 1981-9897