A DITADURA DA MAGREZA

Editor Ceres

Resumo


CERES – Sua tese de doutorado versou sobre a análise de composição corporal, da densidade mineral óssea, da taxa metabólica de repouso e da ingestão alimentar de modelos residentes na cidade de São Paulo. Poucas destas análises apontaram diferenças entre adolescentes modelos e não-modelos. Você acha que o tempo em que as adolescentes estão nessa rotina possa ter influenciado nos resultados?

Alexandra - Realmente. De todas as análises feitas, o que mais nos chamou a atenção foi a ingestão calórica inferior entre as modelos (± 1.500kcal), em relação às adolescentes não-modelos (± 2.000kcal), além de uma ingestão menor de ferro e zinco entre as modelos.

Ao fazer o estudo, optamos por avaliar adolescentes com mais de 15 anos e que já tinham tido a menarca há mais de dois anos. E fizemos essa escolha porque, em estudos anteriores, vimos que as adolescentes mais velhas apresentavam peso mais baixo e risco de desenvolver transtornos alimentares. Deve-se ressaltar que temos estudado principalmente modelos adolescentes, ou seja, de 10 a 19 anos e, portanto, no momento não temos dados das modelos na idade adulta, embora o Projeto Saúde Modelo atenda a todas as modelos, independentemente da idade.

Não temos dados sobre como o tempo de profissão influencia no estado nutricional e sáude desse grupo, mas este está sendo nosso foco de estudo atualmente.

 


Palavras-chave


Nutrição; Saúde

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