ENTENDENDO O PRESENTE PELO PASSADO: O STEAMPUNK DE A ALCOVA DA MORTE COMO RESGATE DA TRADIÇÃO DA FICÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA

Alexander Meireles da Silva

Resumo


Apresentando narrativas normalmente ambientadas no passado e que incorporam releituras tecnológicas e estéticas do século XX no imaginário do século XIX, o steampunk vem conquistando relevância na Ficção Científica brasileira do século XXI promovendo o diálogo não apenas com as raízes literárias de sua ascensão no Brasil na Primeira República (1889-1930), mas também com a problemática, ainda atual, quanto a configuração desta vertente romanesca dentro do cenário da literatura fantástica nacional. Neste quadro, buscaremos demonstrar especificamente como o steampunk brasileiro no romance A alcova da morte (2017), de Enéias Tavares, Nikelen Witter e A. Z. Cordenonsi faz uso de diferentes elementos e estruturas narrativas que subvertem o gênero Ficção Científica no Brasil ao mesmo tempo em que se coloca como uma metáfora de um país onde o progresso científico não promoveu impactos positivos na qualidade de vida da sua população, afetando assim a instalação e disseminação da ficção científica na Literatura do início do século XX em nossas terras.

Palavras-chave


Fantástico; Ficção científica brasileira; Steampunk

Texto completo:

Leitura / Impressão


DOI: https://doi.org/10.12957/abusoes.2020.46469

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Abusões
e-ISSN: 2525-4022