A Educação em Ciências na contemporaneidade
A problematização do negacionismo científico como uma questão sociocientífica
DOI:
https://doi.org/10.12957/impacto.2026.95362Resumo
Este artigo discute o negacionismo científico como uma Questão Sociocientífica (QSC), argumentando que esse fenômeno ultrapassa a simples rejeição de evidências e se estrutura em disputas sociais, políticas, culturais e epistemológicas que influenciam a relação pública com a ciência. A partir dessa perspectiva, o negacionismo não se reduz à mera rejeição de evidências, mas emerge de redes de práticas que mobilizam crenças, identidades, controvérsias fabricadas e mecanismos de desinformação, configurando-se como um fenômeno social complexo. Situar o negacionismo como QSC permite abordar sua natureza controversa, seu enraizamento histórico e seu caráter interdisciplinar, favorecendo práticas educativas que promovam análise crítica, argumentação informada e participação responsável dos estudantes diante de problemas reais que envolvem ciência e sociedade. Ao mobilizar o referencial de Martins et al (2020), destacamos possibilidades de práticas pedagógicas que valorizam o reconhecimento da ciência como prática social situada, da importância das dimensões discursivas na construção da autoridade científica e da necessidade de desenvolver competências para lidar com afirmações que desafiam o consenso científico. Concluímos que tratar o negacionismo científico como QSC amplia possibilidades formativas da educação em ciências, fortalecendo uma cultura democrática e contribuindo para a formação de sujeitos aptos a avaliar, questionar e responder criticamente aos desafios contemporâneos.
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