A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DO SUS E AS DESIGUALDADES SOCIOESPACIAIS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.12957/geouerj.2026.98136Palavras-chave:
Telessaúde, digitalização, meio técnico-científico-informacional, desigualdades socioespaciais, saúdeResumo
Analisamos a transformação digital do SUS, por meio do estudo do Programa SUS Digital, especialmente as práticas de telessaúde, buscando responder como estas impactam na redução das desigualdades no acesso à saúde. Além da análise das condições estruturais da digitalização da saúde no território brasileiro, a pesquisa avaliou a implementação do Programa SUS Digital no município de Campos dos Goytacazes (RJ) e utilizou dados do DataSUS, CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) e entrevistas com gestores. Embora a telessaúde surja como promessa de solução para os “desertos de saúde” e para a escassez de especialistas, sua eficácia enfrenta barreiras estruturais, como conectividade precária, falta de profissionais de Tecnologia da Informação e questões sensíveis à coleta, armazenamento e processamento das informações em saúde. A situação geográfica de Campos dos Goytacazes demonstra esses desafios, que se somam às profundas desigualdades socioespaciais já existentes no país. Neste sentido, a transformação digital como solução ao acesso à saúde enfrenta obstáculos relacionados à densidade sociotécnica desigual, que marca o território brasileiro.
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