“Mais do que botar um filme pra rodar”
um olhar etnográfico sobre uma noite de cineclube em Caxias
DOI:
https://doi.org/10.12957/cdf.2025.94660Palavras-chave:
Baixada Fluminense, CINECLUBISMO, artístas periféricos, ação cultural; Baixada Fluminense; movimentos culturais coletivos.Resumo
Este artigo apresenta um relato etnográfico de uma sessão de cineclube em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. A região, descrita como periférica em diversas representações, possui uma intensa cena cineclubista desde a primeira década dos anos 2000, impulsionada por um conjunto de mudanças nos rumos políticos e sociais do Brasil. Desde então, seus produtores audiovisuais vêm possibilitando a circulação de uma grande variedade de obras audiovisuais que geralmente estão fora do circuito comercial de cinema e discutem temas como gênero, raça e cidade. O objetivo é refletir sobre as formas de exibição dessa cena, pensando como ela articula diferentes linguagens e intervenções artísticas (teatro, poesia, música, entre outras). Busca-se analisar como integrantes desse movimento refletem sobre outras cenas culturais e territorialidades, transformando-as em matéria-prima para suas produções e exibições em cineclubes. O trabalho procura evidenciar os vínculos que o audiovisual pode promover, ao convidar o público a elaborações coletivas que se manifestam em formas celebratórias de fazer e assistir conteúdos audiovisuais. Argumenta-se que para compreensão desse processo é preciso deixar-se afetar pelo que é descrito como “mágico” nos cineclubes, dedicando atenção não apenas aos filmes, mas principalmente às relações construídas a partir deles.
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