Entre Orquídeas e Memórias
A Trajetória de Júlio Sodré e o Reconhecimento da Cattleya Fidelensis Para São Fidélis/RJ
DOI:
https://doi.org/10.12957/cdf.2026.94576Palavras-chave:
cattleya fidelensis; memória familiar; história oral.Resumo
Este artigo tem como objetivo repensar a trajetória do encontro entre Júlio Lacourt Sodré e a orquídea atualmente denominada Cattleya fidelensis, espécie rara descoberta no município de São Fidélis, no estado do Rio de Janeiro, em 1940. A pesquisa de natureza qualitativa fundamenta-se nos pressupostos da história oral (Alberti, 2013) e na análise de fontes primárias (Barros, 2010), considerando a memória familiar (Bosi, 2003; Zonabend, 1991), como categoria central para compreender os vínculos entre saberes tradicionais e produção científica. A partir de entrevistas com familiares e análise de documentos, registros e objetos do acervo pessoal de Júlio Sodré, o primeiro orquidófilo a distinguir a planta em questão, busca-se evidenciar como os conhecimentos empíricos, aliados à observação atenta da natureza, podem contribuir para a valorização da biodiversidade e para a construção de narrativas locais significativas. Os resultados apontam que a Cattleya fidelensis, mais do que uma descoberta botânica, tornou-se símbolo de pertencimento comunitário e expressão da relação entre memória, identidade e território.
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