A cena audiovisual BXD
deslocamentos simbólicos e criação de novos sentidos de território
DOI:
https://doi.org/10.12957/cdf.2025.94278Palavras-chave:
Baixada Fluminense, CINECLUBISMO, TERRITÓRIO, PERIFERIA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADESResumo
Este artigo debate a representação única de noção de “periferia” e investiga o impacto da prática coletiva na produção de subjetividades junto a sujeitos que atuam em cineclubes na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter cartográfico, selecionou os coletivos artísticos Mate com Angu e Buraco do Getúlio. A partir da realização de entrevistas biográficas, foram empreendidas análises de conteúdo (Bardin, 2011), a partir do qual analisamos os deslocamentos semânticos dos sentidos de periferia presentes nos discursos dos interlocutores. As diferenças na formação histórica nos municípios da Baixada Fluminense geraram cenários múltiplos desde territórios extremamente periferizados, passando por elites econômicas locais até vastas reservas naturais. Apesar desta diversidade, do ponto de vista da representação midiática, vemos a preponderância de narrativas operadores de estigmatização sobre este território e seus sujeitos. Nesta pesquisa, entretanto, os interlocutores parecem ilustrar os deslocamentos semânticos dos sentidos de periferia a partir da experiência coletiva em seu território, vendo-se enquanto sujeitos ao centro de uma produção simbólica e não à margem.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Adriana Souza, Beatriz Takeiti

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os Direitos Autorais dos artigos publicados na revista Cadernos do Desenvolvimento Fluminense pertencem ao(s) seu(s) respectivo(s) autor(es), com os direitos de primeira publicação cedidos à Cadernos do Desenvolvimento Fluminense, com o trabalho simultaneamente licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição, a qual permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
O(s) autor(es) tem/têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.

A revista Cadernos do Desenvolvimento Fluminense está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

