Quando regenerar exige colocar-se à prova
o design em territórios em resistência
DOI:
https://doi.org/10.12957/arcosdesign.2026.96943Palavras-chave:
Design, regeneração, territórios em resistência, agroecologia, design regenerativo, extensão universitáriaResumo
Este artigo discute a regeneração no âmbito da atuação do designer em territórios em resistência, contextos nos quais ela não comparece como horizonte a ser instituído pelo design, mas como campo de práticas e relações sociais, agroecológicas e políticas já constituídas e em curso. A partir da experiência do projeto Design da Terra, desenvolvido ao longo de quatro anos em um assentamento do MST no interior do Ceará, o texto analisa como a ação projetual é tensionada ao se inserir em dinâmicas territoriais que antecedem sua entrada e reconfiguram seus modos de atuação. Com base em investigação qualitativa de caráter processual, apoiada na análise de documentos produzidos no curso das ações extensionistas, argumenta-se que o design só pode operar em chave regenerativa quando cultiva abertura contínua, hesitação e, sobretudo, disposição para rever seus pressupostos, temporalidades e formas de decisão diante das exigências que emergem no curso da ação – isto é, quando se coloca à prova.
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