Códigos negros
DOI:
https://doi.org/10.12957/arcosdesign.2026.95367Palavras-chave:
tecnopolíticas, acervo expandido, imaginação negra, arquivo colonial, futuridades antirracistasResumo
Este ensaio percorre a trajetória do Códigos Negros, projeto do Olabi, que desde 2019 articula arte, tecnologia e imaginação negra como resposta aos modelos de produção e pensamento cada vez mais dataficadas. A partir das obras de Yhuri Cruz, Guilherme Bretas e Mayara Ferrão, e em diálogo com Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Saidiya Hartman, Ruha Benjamin e Frantz Fanon, o texto propõe compreender acervo, memória, arquivo e imaginação como tecnologias em disputa. Mostra como o Códigos Negros funciona como um acervo expandido que confronta apagamentos coloniais e desafia a racionalidade algorítmica dominante, fabulando futuros antirracistas por meio de práticas artísticas que desestabilizam o arquivo e restituiem gestos e práticas que historicamente são impedidas de emergir.
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