Códigos negros

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/arcosdesign.2026.95367

Palavras-chave:

tecnopolíticas, acervo expandido, imaginação negra, arquivo colonial, futuridades antirracistas

Resumo

Este ensaio percorre a trajetória do Códigos Negros, projeto do Olabi, que desde 2019 articula arte, tecnologia e imaginação negra como resposta aos modelos de produção e pensamento cada vez mais dataficadas. A partir das obras de Yhuri Cruz, Guilherme Bretas e Mayara Ferrão, e em diálogo com Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Saidiya Hartman, Ruha Benjamin e Frantz Fanon, o texto propõe compreender acervo, memória, arquivo e imaginação como tecnologias em disputa. Mostra como o Códigos Negros funciona como um acervo expandido que confronta apagamentos coloniais e desafia a racionalidade algorítmica dominante, fabulando futuros antirracistas por meio de práticas artísticas que desestabilizam o arquivo e restituiem gestos e práticas que historicamente são impedidas de emergir.

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Biografia do Autor

Silvana Bahia

Silvana Bahia é uma profissional multidisciplinar com atuação nos campos da tecnologia, diversidade, inovação social, cultura e educação. Codiretora executiva do Olabi, organização dedicada a diversificar a cena de tecnologia e inovação no Brasil. Experimentadora, ativista e pesquisadora, mestre em Cultura e Territorialidades pela UFF, pesquisadora associada do grupo de Arte e Inteligência Artificial da Universidade de São Paulo (USP). Editora do livro “Pode um robô ser racista?” lançado em 2023. É colunista da Fast Company Brasil, onde compartilha seus insights sobre tecnologia e inovação. Em 2023, recebeu o prêmio Destaques da Governança da Internet concedido pelo Comitê Gestor da Internet – CGI.

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Publicado

08-01-2026

Como Citar

BAHIA, Silvana. Códigos negros. Arcos Design, Rio de Janeiro, v. 19, n. 1, 2026. DOI: 10.12957/arcosdesign.2026.95367. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/arcosdesign/article/view/95367. Acesso em: 8 fev. 2026.