FRANKENWEENIE: ESTRATÉGIAS FÍLMICAS NA REINVENÇÃO DO MODO GÓTICO
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Abstract
Neste artigo abordo as estratégias que compõem a estética imagética do longa-metragem Frankenweenie a partir da exploração de efígies cristalizadas na tradição gótica, enfocando especialmente no clássico Frankenstein, de Mary Shelley, por meio de dois blocos analíticos. No primeiro bloco, trato dos conceitos de pastiche e paródia (HUTCHEON, 1989; COPATI, LAGUARDIA, 2013; FERNANDES, MAGALHÃES, 2018; SALES, 2020), cujas características permitem uma aproximação com as sobreposições, na obra de Burton, de narrativas anteriores, como o romance, os filmes de Whale e o curta-metragem original. Em relação a estas narrativas, observo a incorporação, em Frankenweenie, de imagens recorrentes na tradição da literatura e do cinema de horror, sob novas perspectivas. Para o segundo bloco de análise, destaco dois elementos cinematográficos – a matriz e a mise-en-scène (CORTEZ et al., 2006) –, fundamentais para compreender a cinematografia desenvolvida por Burton, em que o diretor (re)constrói os elementos do modo gótico. A paródia, o pastiche, a matriz e a mise-en-scène possibilitam uma análise em que a composição imagética de Burton se faz presente – o desenho, os lugares, o uso de luz e sombra, a opção pelo branco e preto, entre outros – se misturam e dão o tom burtonesco no longa-metragem, adicionando novas camadas como o cômico junto aos elementos cristalizados do modo gótico.
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