Necropolítica algorítmica
Palavras-chave:
necropolítica, raça e tecnologia, vigilância, reconhecimento facial, inteligência artificialResumo
Este capítulo do livro Racismo algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitalis, publicado pelo autor em 2022, demonstra o racismo codificado na inteligência artificial. Aborda a violência material e simbólica, muitas vezes letal, infligida a indivíduos e populações negras e pobres, através da implementação de sistemas preditivos baseados e realimentados a partir de conjuntos de dados que refletem uma história de exploração e segregação. Começa com um panorama histórico da normalização da hipervigilância e do controle violento sobre populações racializadas nos Estados Unidos e no Brasil. Em seguida, mostra a continuidade desse controle por sistemas contemporâneos de classificação algorítmica, como o reconhecimento facial, a vigilância preditiva e as escalas de risco em segurança e saúde. Alinhados com narrativas oficiais de harmonia racial e com a justificativa meritocrática da política daltônica, seus desenvolvedores, as empresas privadas e as instituições públicas que os empregam, consideram-nos neutros e ignoram insidiosamente os seus preconceitos.
Publicado
Edição
Seção
Licença
As/os autoras/es mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação. A reprodução des textos publicados em SEXUALIDAD, SALUD Y SOCIEDAD - REVISTA LATINOAMERICANA, mesmo que parcial, em outras publicações deverá indicar a sua primerira publicação nesta revista.
SEXUALIDAD, SALUD Y SOCIEDAD - REVISTA LATINOAMERICANA está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 4.0 do tipo atribuição BY.