PRÁTICAS DE GOVERNANÇA DE CORPOS INFANTIS MEDIADAS PELA CIÊNCIA

notas etnográficas sobre a (des)proteção à infância

Autores

Palavras-chave:

Crianças, Pessoas Transgênero, Proteção da Criança, Psiquiatria da Infância, Ciência, Tecnologia e Sociedade

Resumo

Em diálogo com os estudos sociais da ciência, discutimos as implicações morais e as políticas da regulação e normatização dos corpos infantis. A partir da audiência pública “Infância Plena”, realizada em 2023 no Brasil, que reuniu diferentes atores sociais para discutir as consequências de dois procedimentos de “redesenho sexual” em crianças transexuais, discutimos a fala da especialista convidada para analisar como o “evidências de organizações “científicas” mobilizadas para reafirmar o cisgenerismo, em nome da “proteção infantil”. É perceptível que, apesar de uma agenda de direitos necessária às crianças negligenciadas pelo Estado, esta audiência reafirmou o atual poder de tutela no Brasil e (des)protegeu as crianças trans. O discurso “científico” evocado reforça a patologização da transexualidade e uma agenda antitrans no Brasil.

Biografia do Autor

Luis Phillipe Nagem Lopes, Instituto de Medicinal Social (IMS), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, Brasil

Doutorando em Saúde Coletiva, na área de concentração Ciências Humanas e saúde do Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Elaine Reis Brandão, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

Professora Associada do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisadora do CNPq.

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Publicado

2024-11-04

Edição

Seção

Artigos