OS "PARLAMENTOS" HISPANO-MAPUCHE DE 1593

AGÊNCIA INDÍGENA E NEGOCIAÇÃO DE MUNDOS EM TERRAS AUSTRAIS DO CONTINENTE AMERICANO

Autores

  • Alessandra Seixlack UERJ
  • Gabriel Constantino Pellegrino Biasoli UERJ
  • Fernando Antonio Martins Ribeiro UERJ

DOI:

https://doi.org/10.12957/transversos.2025.93182

Palavras-chave:

Parlamentos Hispano-Mapuche, Cosmopolítica, Cosmohistória

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as práticas diplomáticas dos parlamentos hispano-mapuche no final do século XVI, especificamente os quatro primeiros ocorridos em 1593: Quilacoya, Rere, Taruchina e La Imperial. A pesquisa busca compreender o papel ativo do povo mapuche nas negociações com as forças colonizadoras, contrapondo a visão de subjugação que por muito tempo imperou na historiografia da Conquista. A hipótese central é que esses parlamentos atuaram como pontos de interseção entre diferentes mundos históricos, sem uma fusão integral entre eles, e que a agência indígena foi significativa, evidenciada pela mobilização de práticas de mundificação próprias e de demandas específicas. As fontes primárias analisadas são, sobretudo, as atas desses quatro parlamentos, as quais revelam as redes de símbolos e modos de fazer-mundo mobilizadas pelos mapuche, bem como suas reivindicações e o estilo de negociação política. 

Biografia do Autor

Alessandra Seixlack, UERJ

Pós-Doutora em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Possui Graduação (2010), Mestrado (2013) e Doutorado (2017) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). A pesquisa desenvolvida no Doutorado aborda a relação entre os mapuche e os Estados nacionais argentino e chileno durante o processo de territorialização estatal, em fins do século XIX. Atualmente, desenvolve pesquisas voltadas para o diálogo entre o Antropoceno, a história e as ontologias e epistemologias indígenas, assim como para a análise da produção intelectual indígena na contemporaneidade. É professora Adjunta de História da América da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ-Maracanã) e professora do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em História da UERJ-Maracanã (PPGH-UERJ). É também pesquisadora do Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino em História (LPPE-UERJ) e do Centro de Estudos Mesoamericanos, Amazônicos e Andinos (CEMAA - USP). Coordena o Projeto PID UERJ ''Intelectuais indígenas em sala de aula: metodologias e materiais didáticos para o ensino de História Indígena'', o Projeto de Extensão ''Caminhos de Abya Yala - Intelectuais indígenas do continente americano'' e o projeto de pesquisa ''Intelectuais indígenas e vocabulário político-ontológico: repensando as fronteiras da História Intelectual e do conhecimento histórico no Antropoceno''. É vice-líder do grupo de pesquisa do CNPq ''Intelectuais e Intelectualidades''.

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Publicado

26-08-2026

Edição

Seção

Artigos livres