OS "PARLAMENTOS" HISPANO-MAPUCHE DE 1593
AGÊNCIA INDÍGENA E NEGOCIAÇÃO DE MUNDOS EM TERRAS AUSTRAIS DO CONTINENTE AMERICANO
DOI:
https://doi.org/10.12957/transversos.2025.93182Palavras-chave:
Parlamentos Hispano-Mapuche, Cosmopolítica, CosmohistóriaResumo
Este artigo tem como objetivo analisar as práticas diplomáticas dos parlamentos hispano-mapuche no final do século XVI, especificamente os quatro primeiros ocorridos em 1593: Quilacoya, Rere, Taruchina e La Imperial. A pesquisa busca compreender o papel ativo do povo mapuche nas negociações com as forças colonizadoras, contrapondo a visão de subjugação que por muito tempo imperou na historiografia da Conquista. A hipótese central é que esses parlamentos atuaram como pontos de interseção entre diferentes mundos históricos, sem uma fusão integral entre eles, e que a agência indígena foi significativa, evidenciada pela mobilização de práticas de mundificação próprias e de demandas específicas. As fontes primárias analisadas são, sobretudo, as atas desses quatro parlamentos, as quais revelam as redes de símbolos e modos de fazer-mundo mobilizadas pelos mapuche, bem como suas reivindicações e o estilo de negociação política.
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