CANTIGAS, TOQUES E NARRATIVAS

ASPECTOS SOCIAIS E COSMOPERCEPTIVOS DAS SONORIDADES AFRO-AMERÍNDIAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/transversos.2025.92665

Palavras-chave:

Sonoridades, Cosmopercepções, Candomblé, Jurema Sagrada

Resumo

Com o texto que segue pretendemos analisar aspectos relacionados a sonoridade nas religiões afro-ameríndias. Pontuamos que esses aspectos serão prescrutados a partir de uma mirada social (analisando a função social da musicalidade; os cargos sacerdotais a ela associados; as mobilidades dos sujeitos e outras questões) e cosmoperceptiva (contemplando o sentido mítico das cantigas, a função teológica dos sons de terreiro e a finalidade das cantigas no estabelecimento de contatos com o sagrado). O texto apresenta um caráter ensaístico, e, formula-se a partir de um conjunto de experiências prévias dos/as autores/as junto aos terreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte, para tanto, se fez necessário um entrecruzamento metodológico que associa etnografia e história oral.

Biografia do Autor

Lucas Gomes Medeiros, UFRPE

Pós-Doutora em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Possui Graduação (2010), Mestrado (2013) e Doutorado (2017) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). A pesquisa desenvolvida no Doutorado aborda a relação entre os mapuche e os Estados nacionais argentino e chileno durante o processo de territorialização estatal, em fins do século XIX. Atualmente, desenvolve pesquisas voltadas para o diálogo entre o Antropoceno, a história e as ontologias e epistemologias indígenas, assim como para a análise da produção intelectual indígena na contemporaneidade. É professora Adjunta de História da América da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ-Maracanã) e professora do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em História da UERJ-Maracanã (PPGH-UERJ). É também pesquisadora do Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino em História (LPPE-UERJ) e do Centro de Estudos Mesoamericanos, Amazônicos e Andinos (CEMAA - USP). Coordena o Projeto PID UERJ ''Intelectuais indígenas em sala de aula: metodologias e materiais didáticos para o ensino de História Indígena'', o Projeto de Extensão ''Caminhos de Abya Yala - Intelectuais indígenas do continente americano'' e o projeto de pesquisa ''Intelectuais indígenas e vocabulário político-ontológico: repensando as fronteiras da História Intelectual e do conhecimento histórico no Antropoceno''. É vice-líder do grupo de pesquisa do CNPq ''Intelectuais e Intelectualidades''.

Guilherme Paiva de Carvalho, Universidade Estadual do Rio Grande do Norte

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (1998), mestrado em Filosofia pela Universidade de Brasília (2002) e doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília (2009). Realizou, em 2007, Doutorado Sanduíche na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (UNL). Coordenou o Programa Universidade Aberta do Brasil na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, no período de 2009 a 2011. Coordenou o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Sociais e Humanas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (2012/2013). É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas (PPGCISH/UERN) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e do Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Ensino (POSENSINO/UERN/UFERSA/IFRN), além de Colaborador no Programa de Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO).

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Publicado

26-08-2026

Edição

Seção

Artigos livres