CANTIGAS, TOQUES E NARRATIVAS
ASPECTOS SOCIAIS E COSMOPERCEPTIVOS DAS SONORIDADES AFRO-AMERÍNDIAS
DOI:
https://doi.org/10.12957/transversos.2025.92665Palavras-chave:
Sonoridades, Cosmopercepções, Candomblé, Jurema SagradaResumo
Com o texto que segue pretendemos analisar aspectos relacionados a sonoridade nas religiões afro-ameríndias. Pontuamos que esses aspectos serão prescrutados a partir de uma mirada social (analisando a função social da musicalidade; os cargos sacerdotais a ela associados; as mobilidades dos sujeitos e outras questões) e cosmoperceptiva (contemplando o sentido mítico das cantigas, a função teológica dos sons de terreiro e a finalidade das cantigas no estabelecimento de contatos com o sagrado). O texto apresenta um caráter ensaístico, e, formula-se a partir de um conjunto de experiências prévias dos/as autores/as junto aos terreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte, para tanto, se fez necessário um entrecruzamento metodológico que associa etnografia e história oral.
Referências
ASSUNÇÃO, L. C. O reino dos mestres: a tradição da jurema na umbanda nordestina. Rio de Janeiro: Pallas, 2010.
AZEVEDO, N. D.; MEDEIROS, L. G. Espacialização do sagrado: construções espaciais e identitárias dos ‘terreiros traçados’ em Campina Grande – PB. REVER: Revista de Estudos da Religião, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 275-291, mai/ago. 2020.
BIRMAN, Patrícia. Fazer estilo, criando gêneros: possessão e diferenças de gênero em terreiros de umbanda e candomblé do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Edições UERJ/Relume Dumará, 1995.
CARVALHO, José Jorge. “Violência e caos na experiência Religiosa. A dimensão dionisíaca dos cultos afro-brasileiros”. In: MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de (org.), As senhoras do pássaro da noite. São Paulo: Axis MundiEDUSP, 1994, pp. 85-120.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 12 ed. São Paulo: EDUSP, 2006.
FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína. Apresentação. In: _____(Orgs.). Usos e abusos da história oral. 8 ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. pp. VII-XXV
LIGIÉRO, Zeca. Iniciação ao Candomblé. 9 ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2023.
LOPES, Nei. Novo dicionário banto no Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 2012.
MEDEIROS, Lucas Gomes de. Bajé: Gênero, Interditos e Relações de Poder nas Religiões Afro-Ameríndias, Revista Religião e Sociedade, vol. 44, nº 2, p. 1-26, 2024.
MEIHY, José Carlos Sebe B; SEAWRIGHT, Leandro. Memórias e narrativas: história oral aplicada. São Paulo: Contexto, 2020.
OYĚWÙMÍ, Oyèrónké. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Tradução: Wanderson Flor do Nascimento. 1 ed. Rio de Janeiro: Bazar do tempo, 2021.
PRADI, Reginaldo. Segredos guardados: orixás na alma brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SIMAS, Luiz Antônio. Umbandas: uma história do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021.
VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Autor concedendo à Revista Transversos o direito de primeira publicação.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista Transversos concordam com os seguintes termos:
- Autores/as mantém os direitos autorais e concedem à Revista Transversos o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores/as têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores/as têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, com a finalidade de aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado. Neste caso, você deverá fornecer o crédito apropriado e um link do repositório original.